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Quarta, 14 Junho 2017 15:14

Lait: diante da mobilização, o governo vai analisar “a questão do preço justo”

Leite/França – Os produtores, que vendem em média 1.000 litros de leite entre 300 e 310 euros, pedem reajuste entre 20 e 30 euros. O ministro da Agricultura, Jacques Mézard, declarou que fará apelo a um mediador para incentivar os varejistas das grandes redes de distribuição a “levar em conta a evolução da conjuntura nas negociações de preços”. As assembleias dos produtores de leite do Oeste forçaram o governo a agir.

O ministro da Agricultura, Jacques Mézard avaliou na terça-feira que os preços pagos são muito baixos, durante um encontro com o presidente da Federação Nacional dos Produtores de Leite (FNPL), Thierry Roquefeuil.

“O nível atual dos preços não é suficiente”, disse o ministro em um comunicado, acrescentando que “a questão do preço pago, do preço justo, será tratado com prioridade” na elaboração do programa de alimentação que será realizada em algumas semanas. “O ministro fará apelo ao mediador das relações agrícolas para contactar as cadeias da grande distribuição para incentivá-las a levar em conta a evolução da conjuntura, nas negociações dos preços”, diz o comunicado. Os produtores, que vendem em média 1.000 litros de leite entre 300 e 310 euros, pedem um reajuste de 20 a 30 euros para cobrir suas despesas e obter uma remuneração mínima.

“Pedimos uma melhor distribuição das margens”

Explicando a dificuldade de trabalhar no vermelho durante meses, Régis Louazon, produtor de Ille-et-Vilaine, que chegou com outros quarentas produtores para bloquear a fábrica da cooperativa Agrial, de Cesson-Sévigné, perto de Rennes, explicou à Reuters:

“Pedimos melhor distribuição das margens para que todo mundo ganhe, as grandes lojas, as indústrias, mas também o agricultor que está no início da cadeia”. Em uma declaração conjunta, terça-feira pela manhã, Serge Papin, Presidente da rede varejista Système U, e Thierry Roquefeuil, da FNPL, denunciaram “a leite do mais forte”, para pressionar as outras redes varejistas, as cooperativas e o poder público: “É preciso modificar a lei LME (que rege as negociações comerciais entre distribuidoras e indústrias)”, reclamaram.

As confeitarias denunciam alta de 92% no preço da manteiga

De um lado, os produtores de leite franceses continuam a receber remuneração abaixo dos custos de produção porque a Europa detém um estoque de 350.000 toneladas de leite em pó, para pressionar os preços. De outro, o preço baixo do leite está provocando recuo na coleta de leite na Europa, e mais ainda na França, o que, junto com a demanda interna e internacional forte, e estoques insuficientes, fizeram explodir as cotações da manteiga desde maio de 2016. Outro argumento é utilizado pelas cooperativas: a necessidade da consolidação de seus resultados, que foram afetados pela crise do setor lácteo em 2016. Em um ano, o preço da manteiga subiu 92%, e mais ainda para especialidades, para as quais o ingrediente pode representar um quarto da receita, disse Fabien Castanier, secretário geral das indústrias de biscoitos e bolos da França, em um comunicado. “No nível atual, o aumento anual do custo é aproximado de 68 milhões de euros para as indústrias de biscoitos e bolos em relação a 2016”, explicou ele, denunciando uma “pressão econômica insustentável”. Junto com a Federação de panificação, ele apena para responsabilidade de todos os elos da cadeia, incluindo as grandes redes varejistas, e o setor de restaurantes para que as indústrias possam, rapidamente,repassar para os preços os aumentos.  

Título: Lait: diante da mobilização, o governo vai analisar “a questão do preço justo”

Informações adicionais

  • NUMERO SELECTUS: 5185
  • Fonte da Notícia: La Tribune – Tradução livre: Terra Viva
  • Data: Quarta, 14 Junho 2017
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