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Quarta, 09 Agosto 2017 14:10

Pedido de registro da Indicação Geográfica do Queijo Artesanal Serrano é entregue ao INPI

Queijo Artesanal Serrano - A solenidade de entrega do pedido de registro da Indicação Geográfica (IG) do Queijo Artesanal Serrano, feita pela Federação das Associações de Produtores de Queijo Artesanal Serrano de SC e RS (Faproqas) ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), na última sexta-feira (04/08), no Orion Parque Tecnológico da Serra Catarinense,

em Lages (SC), durante o Seminário de Indicação Geográfica, marcou a fase final do processo para obtenção da IG do Queijo Artesanal Serrano (QAS).

A IG é uma forma de valorização do produto de uma região ou território, cuja procedência adquiriu notoriedade em decorrência do modo de fazer e das características ambientais locais, entre outros fatores. Os Doces de Pelotas são exemplo clássico de IG. No caso do QAS, produtores e suas associações definiram por solicitar uma IG na modalidade de Denominação de Origem (DO). Caso seja concedida pelo INPI, essa será a primeira certificação desta natureza para queijos do Brasil.

Com mais de 400 páginas, o dossiê entregue reúne toda a documentação que vai embasar a avaliação da concessão. O processo passará por diferentes etapas, que poderão exigir o envio de novos documentos.

Todo o processo de solicitação da IG foi coordenado pela Emater/RS-Ascar e pela Epagri/SC, através da Gerência Regional e Estação Experimental de Lages. Participaram também produtores e suas entidades representativas. O trabalho teve apoio financeiro e técnico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Um dos objetivos da Faproqas com a IG é aumentar o valor agregado do produto. Eles esperam que a concessão da Indicação também estimule investimentos na área de produção, com valorização das propriedades, apoio ao turismo, elevação do padrão tecnológico e oferta de emprego. Criar vínculo de confiança com o consumidor, aumentar a competitividade no mercado e evitar a concorrência desleal também são metas a serem alcançadas com a certificação.

Além destas e de outras vantagens técnicas e econômicas, a concessão da IG do Queijo Artesanal Serrano vai dar uma contribuição inédita para a preservação de valores culturais e históricos dos moradores dos Campos de Cima da Serra.

Para o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura, que participou do ato, é a possibilidade de alavancar um produto diferenciado, qualificado, agregando renda e valorizando uma tradição dessa região.

Ele lembrou o trabalho desenvolvido pela Emater/RS-Ascar e parceiros ao longo dos anos, destacando os projetos com recursos federais e estaduais, que vão possibilitar que, até o final deste ano, 50 queijarias de Queijo Serrano estejam instaladas ou em instalação no RS, o que representa um grande avanço.

Também participaram da solenidade o presidente da Epagri/SC, Luiz Ademir Hessmann, o chefe da Seção de Difusão Regional em SC do INPI, Araken Alves de Lima, o presidente da Faproqas, Luís Carlos da Luz Córdova, e o secretário adjunto do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do RS, Iberê Orsi, entre outras autoridades.

CARACTERÍSTICAS ÚNICAS

Considerado mais antigo do Rio Grande Sul, já que os primeiros registros datam de 1831, o Queijo Serrano é 100% artesanal. A característica que o difere é ser feito a partir do leite cru de vacas de corte, sem pasteurização, produzido em pequena escala nas próprias fazendas, cujo sistema de produção é baseado na preservação dos campos nativos, valorizando o ambiente, a beleza das paisagens e a cultura do homem serrano, avalia Jaime Ries, zootecnista e assistente técnico estadual em Leite da Emater/RS-Ascar.

A região geográfica delimitada como produtora do QAS, denominada Campos de Cima da Serra, compreende 18 municípios da Serra Catarinense e 16 do Nordeste do RS. São cerca de 3,5 mil pecuaristas familiares que produzem o queijo, produto que faz parte da tradição, da alimentação e da renda das famílias da região. Além disso, é produzido num território com características de solo e de clima únicas no Brasil, caracterizando-se como um produto terroir, sem possibilidades de ser produzido da mesma forma em outras regiões.

A obtenção da IG poderá beneficiar produtores como José Luiz Marques Cardoso e Inez da Luz Cardoso, de São Francisco de Paula, família onde a produção de Queijo Artesanal Serrano está arraigada. Ele conta que quando era criança pegava escondido dos pais um pouco de leite com coalho e fazia a próprio queijo, usando como “sincho” (fôrma) caixas de fósforo. Depois, começou a ajudar os pais na produção. E foi assim que pegou gosto pela atividade, que hoje é a principal fonte de renda do casal.

Cardoso relata que com o projeto desenvolvido pela Emater/RS-Ascar conseguiu melhorar em tudo, trabalhando desde as boas práticas de fabricação até a implantação da agroindústria, que contou com recursos do Feaper, e que ainda aguarda liberação pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM).

O produtor considera a busca da IG um passo muito importante, pois acredita que esta vai permitir agregar mais valor ao produto e poderá contribuir para que o filho possa, futuramente, se dedicar somente a esta atividade.

Informações adicionais

  • NUMERO SELECTUS: 5224
  • Fonte da Notícia: Emater/RS
  • Data: Quarta, 09 Agosto 2017
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