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Globalização E Mercosul

Intolerâncias alimentares

Interesse mundial. Na Europa, os pesquisadores educam a população. Na Argentina, estudam a alergia à proteína do leite

Fonte: La Voz - Tradução Livre: Terra Viva

No começo do ano a Espanha iniciou uma campanha de alerta sobre a anafilaxia e alergias alimentares, para educar e ensinar a população a identifica-las, diante do aumento da incidência de alergias alimentares.

A iniciativa foi da Academina Europea de Alergia e Imunologia Clínica (Eaaci), com apoio das farmácias, através do Grupo Farmacêutico Europeu (PGEU). As farmácias disponibilizam folhetos e os farmacêuticos dão conselhos sobre prevenção e tratamento.

A Eaaci alertou que 1 de cada 300 europeus sofre em algum momento de sua vida, a anafilaxia, e que cada estabelecimento de ensino na Europa, tem pelo menos um aluno com risco de anafilaxia por alergia alimentar. Além do mais, na última década a incidência vezm crescendo e já se multiplicou por sete o número de hospitalizações por anafilaxia.

As alergias alimentares – que em muitos casos leva à anfilaxia – também estão aumentando em todo o mundo. Duplicou na última década, e cerca de 17% dos europeus estão sujeitos a sofrer com elas. A frequência é maior em crianças do que em adultos e chega afetar uma em cada 20, alerta a Eaaci. São mais de 120 tipos de alimentos que podem provocar reações alérgicas. Os mais comuns na Europa são: leite de vaca, ovoso, trigo, soja, frutos secos, pescados e mariscos. O diagnóstico precoe e o tratamento previnem acidentes graves, como a anafilaxia, e melhoram a qualidade de vida dos pacientes.

Os farmacêuticos espanhóis também resolveram aconselhar como prevenir o surgimento de alergias alimentares, aproveitando a proximidade e acessibilidade das farmácias comunitárias e a confiança que têm esses profissionais, já que fazem cerca de 10 milhões de consultas por ano.

CONGRESSO

Na Argentina, durante o Primeiro Encontro Latinoamericano de Alergias que será realizado no Hotel Hilton de Buenos Aires, um espaços foi destinado ao compartilhamento de conhecimentos sobre alergia à proteína do leite de vaca. O médico, Roberto Berni Canani, pesquisador e professor da Universidad Federico III de Nápoles, Itália, esclareceu sobre novas evidências e avanços em relação ao tratamento clínico da alergia à proteínao do leite de vaca (APLV), através do desenvolvimento da tolerância. Segundo estudo realizado por Canani, a adição do probiótico Lactobacillus rhamnosus GG (LGG) a uma fórmula de caseína hidrolisada extensamente, acelerou a aquisição de tolerância à proteína do leite de vaca em 80% das crianças que sofriam com o problema. O prazo foi de um ano, em comparação com outros tipos de procedimentos.

A APLV é a alergia de origem alimentar mais comum, que ocorre na primeira infância, com incidência de 2 a 3%. Ela se apresenta, em geral, antes do primeiro ano, entre 80 e 90% dos indivíduos que vão adquirir tolerância às proteínas do leite de forma natural para a idade de 5 anos. Por isto a necessidade de manter a amamentação materna exclusiva nos primeiros meses e prolonga-la até os dois primeiros anos.

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