Após dois anos, fraudes no leite permanecem
Fraude/RS - Há exatos dois anos, em 8 de maio de 2013, era deflagrada a primeira Operação Leite Compensado no Rio Grande do Sul. A repercussão nacional imediata mostrou ao Brasil a ocorrência de um crime cometido para elevar ganhos com a quantidade de leite vendida à indústria, mas com potencial para gerar um efeito nocivo de impacto incalculável.
A adulteração envolvia a adição de água e ureia (com formol considerado cancerígeno pela Anvisa) ao leite cru. Daquela operação, surgiram outras seis, efetivadas até dezembro do ano passado, demonstrando que, embora tenha ocorrido melhoras, como destacam representantes do setor e até dos promotores do Ministério Público, a prática da fraude não foi extinta. Conforme antecipado pelo Jornal do Comércio em dezembro do ano passado, quando ocorreu a sétima fase da operação, o Ministério Público já se preparava para deflagrar a etapa seguinte. Agora, no mês em que esse trabalho chega ao 24º mês de realização, a próxima operação já está pronta para ser deflagrada, comentaram os promotores do MP nesta semana à reportagem do JC, sem dar mais detalhes sobre a ação. O sigilo tem sido aliado do Ministério Público na formação de provas usadas na denúncia dos acusados. "Conseguimos tirar desse meio gente grande que praticava fraudes", avalia o promotor de Justiça da Defesa do Consumidor, Alcindo Luz Bastos da Silva Filho. Notícia na íntegra
















