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Argentina plantará 5,4 milhões de hectares de milho em 2017/18

Milho/AR - A área semeada com milho na safra 2017/18 na Argentina deverá alcançar 5,4 milhões de hectares, ante 5,1 milhões de hectares na safra 2016/17, graças a uma boa umidade no solo no momento do plantio, informou ontem a Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

Fonte: DCI

Durante os sete primeiros meses deste ano, as regiões agrícolas da Argentina, o segundo maior exportador mundial de milho, receberam chuvas abundantes, o que, segundo a nota pré-safra divulgada pela Bolsa, deixou as condições muito favoráveis para o início do plantio da safra 2017/18, que ocorrerá no mês de setembro.

A previsão da Bolsa, de um crescimento na área do milho no ciclo 2017/18, está alinhada com as projeções de analistas, que disseram na terça-feira (15) à Reuters que esperavam um novo recorde de área para o grão. A razão da estimativa são as condições climáticas favoráveis e as atrativas margens de ganhos para os produtores.

Por sua vez, juntamente com o referido aumento na área, começam a surgir os primeiros sinais positivos em termos de tecnologia para este novo ciclo. Na avaliação da Bolsa argentina, "há uma demanda significativa para híbridos de ponta".

Segundo o relatório de safras da Bolsa divulgado na semana passada, os agricultores haviam colhido 77,5% do milho do ciclo 2016/17, cuja produção deve atingir um recorde de 39 milhões de toneladas.

A área dedicada ao milho na Argentina registrou uma forte expansão desde que o presidente Mauricio Macri eliminou, poucas semanas depois de assumir o cargo no fim de 2015, impostos e limites sobre as exportações do cereal.

Brasil

A Argentina é um dos principais concorrentes brasileiros no mercado mundial de grãos, especialmente nas culturas de milho e soja.

No mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado no começo de agosto, a produção de milho para a safra 2016/17 no Brasil foi estimada em 97,2 milhões de toneladas. O incremento é de 46,1% em relação ao ciclo anterior, quando o País produziu 66,5 milhões de toneladas.

O volume compreende uma primeira safra de 30,50 milhões de toneladas e uma segunda, a chamada "safrinha", que está em fase de colheita, de 66,68 milhões de toneladas.

Com mais da metade da área da segunda safra colhida e produtividade superior as expectativas iniciais a Conab decidiu ampliar a projeção do grão total para um volume recorde neste ciclo.

No levantamento a companhia aumentou também a previsão para a produção de soja, de 113,93 milhões de toneladas estimadas no mês de julho para 114,04 milhões de toneladas projetadas em agosto.

Na safra anterior, a produção da oleaginosa atingiu 95,43 milhões de toneladas, segundo a companhia.

Com as revisões nas duas culturas, a safra brasileira de grãos e oleaginosas no ciclo 2016/17 deve alcançar um recorde de 238,22 milhões de toneladas. A estimativa anterior, feita pela Conab no mês de julho, previa 237,21 milhões de toneladas de grãos para a safra de 2016/2017.

Se comparada a safra colhida em 2015/16, que atingiu 186,61 milhões de toneladas, o volume projetado representa um incremento é de 27,7%.

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