Fracassou o TLC com a União Europeia
Mercosul x UE – Esta semana representantes das nações do Mercosul e da União Europeia (UE) se reuniram em Brasília para realizar o primeiro intercâmbio formal sobre propostas, e avaliar a possibilidade de firmar um Tratado de Livre Comércio (TLC) entre ambos os blocos.
Não houve um só comunicado oficial, por parte de nenhum dos quatro países que integram o Mercosul sobre o evento. E a causa desse silêncio é que o mesmo foi um completo fracasso. Este ano a UE assinou um TLC com o Canadá – que está em processo de implantação – no qual ficou acordado uma cota para o Canadá de 50.000 toneladas anuais de carne bovina livre de tarifas alfandegárias, e que entrará em vigor progressivamente, em um prazo de cinco anos. O dado é que em 2016 as exportações canadenses de carne bovina foram de 359.586 toneladas, enquanto que as quatro nações integrantes do Mercosul nesse mesmo ano somaram envio de 1.726 milhões de toneladas. Isto quer dizer: uma oferta proporcional à realizada com o Canadá teria de ser apresentada ao Mercosul, uma cota de pelos 240.000 toneladas de carne bovina sem tarifas. Um TLC com a UE constituiria um sonho perfeito para a corporação protecionistas presente no Brasil e na Argentina, que imaginavam uma melhor integração comercial entre ambas as regiões sem a necessidade de fazer conversão de setores com pouca ou nenhuma competitividade global. Mas, isso não ocorre com a Europa, que além de ter uma economia complementar à do Mercosul, tem seus próprios lobbies protecionistas.
O sócio natural do Mercosul – tal como defende o governo uruguaio – é a China porque é um país que precisa muito do que nós produzimos (alimentos) e eles têm muito o que nós precisamos (tecnologia e capital para investimento em infraestrutura). Mas, um TLC com a China representaria revelar setores ineficientes, que com a desculpa de “proteger os empregos”, vivem suprindo seus compatriotas com produtos de baixa qualidade a preços ridiculamente elevados.
















