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Globalização E Mercosul Selectus nº 5274

O que acontecerá com o glifosato a partir de 1º de janeiro?

Glifosato – Esta é a pergunta que muitos fazem e cuja resposta ainda não está clara. No próximo dia 24 de outubro, a Comissão de analistas da Cadeia Alimentar se reunirá novamente para decidir o que fazer com o glifosato. Na última reunião do Comitê foi debatido este tema, mas, apenas avançou.

Fonte: Agrodigital – Tradução livre: Terra Viva

A votação foi retirada da ordem do dia, uma vez que a Alemanha estava em um novo processo eleitoral, com formação de novo governo. O Comitê do Meio Ambiente e de Saúde Pública do Parlamento Europeu apoiou, na semana passada, a eliminação gradual do glifosato, começando com a proibição completa do uso doméstico e uma proibição no uso para a agricultura quando as alternativas biológicas (o que quer dizer, “sistemas integrados de manejo de pragas”) funcionem bem para controlar ervas daninhas. Segundo o Comitê ENVI, o glifosato deveria estar completamente proibido na UE até 15 de dezembro de 2020, incluindo os passos intermediários necessários. Amanhã, o Pleno do Parlamento Europeu votará este tema.

Uma autorização por um período inferior a 10 anos, é a maior possibilidade de que seja aprovado. O Primeiro Ministro da França, Edouard Philippe, que enfrenta seus Ministro da Agricultura e do Meio Ambiente, parece que se inclina pela prorrogação temporária, mas bem menos do que 10 anos, para encontrar soluções alternativas ao glifosato. O COPA-COGECA insiste em que o glifosato seja autorizado por mais 15 anos, enquanto que a Comissão propõe uma autorização de 10 anos. A posição da COPA-COGECA parece pouco realista.

Uma iniciativa popular que pede a proibição do herbicida obteve mais de um milhão de assinaturas em menos de um ano e conseguiu uma audiência pública no Parlamento em novembro.

Na última reunião do Comitê Permanente da Cadeia Alimentar ficou claro que o Comissário Europeu de Saúde Pública, Vytenis Andriukaitis, insistiu de forma taxativa, mais uma vez, que não será a Comissão que resolverá o conflito. Portanto, se existem países que fizeram seus cálculos pensando que poderia se abster, ou votar contra, para ficar de bem com o eleitorado, contando que a ausência de uma maioria faria com que a Comissão Europeia aprovasse a prorrogação, podem ir esquecendo. Se até o dia 15 de dezembro próximo, que é quando finaliza a autorização do glifosato, não houver um acordo, nem a favor, nem contra, o herbicida deixará de estar presente no mercado.

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