Intenção de consumo das famílias recua 6,3% em maio
Consumo - A piora no mercado de trabalho em um ambiente desfavorável, com juros altos e crédito mais caro, levou a intenção de consumo das famílias em maio ao mais baixo patamar em seis anos.
É o que mostrou a Confederação Nacional de Comércio, Bens e Serviços (CNC) ao anunciar o indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que caiu 6,3% em relação a abril e 21,2% em comparação com maio do ano passado, para 96,4 pontos. Essa retração ante maio de 2014 foi a pior da série histórica do indicador, iniciada em janeiro de 2010 – sendo que foi a primeira vez que o ICF ficou abaixo de 100 pontos, o nível de indiferença, informou a economista da CNC, Juliana Serapio.
Para a especialista, não há perspectiva de melhora até o fim do ano. Isso porque as condições que levaram o índice ao patamar negativo pela primeira vez não são de fácil resolução em curto e médio prazos, e dependem de melhora abrangente no cenário macroeconômico.
O cenário delineado no ICF de maio deve afetar de forma expressiva o desempenho do varejo neste ano, avalia Juliana. Ela não descartou a possibilidade de nova revisão para baixo na projeção de recuo no volume de vendas do comércio varejista da CNC, atualmente em 0,4% de baixa. Essa variação negativa, caso confirmada, já seria o pior resultado desde 2003 (3,7%). Em 2014, o comércio varejista encerrou com o pior desempenho em dez anos, com aumento de vendas de 2,2% ante 2013, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Notícia na íntegra
















