Macron encontra Macri para estabelecer as “linhas vermelhas” da França
UE x Mercosul – Emmanuel Macron vai expor ao seu homólogo argentino as “linhas vermelhas” que a França não deseja ultrapassar dentro de um eventual acordo comercial da União Europeia com o Mercosul, em particular no setor de carne bovina.
De acordo com Emmanuel Macron, o acordo que está sendo negociado entre a União Europeia de um lado, e o Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai de outro – muito criticado pelos pecuaristas de corte da França – “pode ser bom se nossas linhas vermelhas forem respeitadas. Está claro que isto será um desafio particular para a bovinocultura de corte, pois permitirá a entrada de carne sul-americana no continente europeu, sem contrapartidada”, admitiu, depois de agradecer o presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Junker, que “resistiu” no final de 2017, a assinatura do acordo, que teria sido ruim para carne, açúcar e etanol.
Foram estabelecidas duas linhas vermelhas, uma social e outra ambiental; “Não podemos fazer acordos que favoreçam um agen industrial ou agrícola a milhares de quilômetros de distância que tenha outro modelo social ou ambiental, que fa o contrário do que nos propomos”, afirmou. Se os dois blocos cegarem a um acordo comercial, milhares de toneladas de carne bovina latino-americana produzida industrialmente entrarão na Europa a cada ano. De acordo com os cálculos do Instituo Pecuário, os preços de venda podem cair 10%, e poderão desaparecer, na França, de 25.000 a 30.000 postos de trabalho, de acordo coma a Federação Nacional de Bovinos (FNB). Para tranquilizar os agricultores, Emmanuel Macron lembrou que o mercado turco de carne bovina estava sendo reaberto, bem como o mercado chinês após sua recente viagem a Pequim, e que “o acordo negociado com o Japão foi especialmente favorável para o setor de carnes”.
















