Setor supermercadista registra avanço de 1,93%
Supermercado/MG - O setor supermercadista mineiro teve crescimento de 1,93% nas vendas de janeiro a abril deste ano, na comparação com igual período do ano passado, como apontou o “Termômetro de Vendas” divulgado ontem pela Associação Mineira de Supermercados (Amis). Por outro lado, houve variação negativa tanto em relação a abril do ano passado, com queda de 1,04% nas vendas de abril de 2018, quanto na base comparativa com março deste ano, com decréscimo de 6,72%.
Na avaliação do superintendente da Amis, Antônio Claret Nametala, o aumento registrado nos quatro primeiros meses deste ano está relacionado ao aquecimento da economia que começa a acontecer. O crescimento, segundo ele, era previsto pela associação, porém, ficou abaixo dos 2,8% esperados. “A sinalização de que o crescimento previsto pode acontecer existe. A diferença é bem relevante, se compararmos com o que ano passado, por exemplo, quando o índice era de 1,8% de crescimento”, explicou.
Os resultados negativos também eram esperados pelo setor devido, principalmente, à base alta de comparação com março, em função dos resultados da Páscoa, e a diferença de dias e sábados nos dois meses. A variação negativa em abril deste ano frente ao mesmo mês do ano passado também pode ser atribuída à Páscoa, que, em 2017 caiu em abril e neste ano em março. “Além de termos um dia e um sábado a menos, a comparação com a Páscoa no mês anterior fez com que as nossas previsões fossem de uma pequena queda”, afirmou Claret.
Expectativas - Apesar dos impactos da paralisação nacional dos caminhoneiros, o setor mantém a expectativa positiva para os próximos meses. Segundo Claret, os reflexos já estão normalizados nas lojas, no entanto, ainda há rupturas em função da greve. O superintendente da Amis ressaltou ainda que não há preocupação em termos de desabastecimento, mas a oferta ainda é menor do que deveria ser normalmente e, como os reflexos não foram homogêneos para todos os estabelecimentos, é preciso aguardar os próximos resultados para concluir qual será o peso dos acontecimentos.
“Algumas empresas apresentaram queda e outras equilibraram as vendas, porque o consumidor correu para as lojas com receio de faltarem mais produtos, além disso, alguns itens ainda têm dificuldade de oferta. Então, precisamos esperar o período para o fechamento dos dados de maio e sentir se a queda geral foi significativa ou não”, avaliou Claret.
Para este mês, a expectativa dos supermercados mineiros é que a Copa do Mundo e as festas juninas contribuam para um aumento da venda de artigos específicos relacionados a esses eventos, como explicou Claret. “Com certeza, a Copa do Mundo vai interferir no resultado deste mês, mas não é um crescimento geral e, sim, de itens específicos”, confirmou.
















