Sete países querem propor à ONU a aplicação de impostos a certos alimentos
Alimentação saudável – Os sete países que compõem o “Global health and foreign policy” da Organização Mundial da Saúde (OMS) elaboraram uma proposta de resolução que convoca os Estados Membros a “adotar políticas fiscais e regulatórias que reduzam o consumo de certos alimentos como sal, açúcar, ou gorduras por não serem adequados à saúde”.
A proposta será discutida durante uma série de negociações para alcançar uma posição comum, antes do dia 14 de dezembro, data da última convocação do ano para a segunda comissão da Assembleia Geral da ONU em Nova York. A representante do setor rural italiana Coldiretti está muito preocupada com essa iniciativa, já que muitos alimentos europeus correm o risco de serem condenados injustamente através de rotulagens enganosas e políticas fiscais que adotam modelos equivocados de alimentação. Trata-se de uma iniciativa promovida pelo Brasil, França, Indonésia, Noruega, Senegal, África do Sul e Tailândia, que contradiz o documento aprovado no último 27 de setembro no 3º Fórum de alto nível das Nações Unidas sobre doenças não transmissíveis. No dito documento, graças à pressão de países como a Itália, instrumentos de dissuasão de alimentos e bebidas não foram incluídos. A Coldiretti ressalta que se trata de um novo ataque contra alimentos que contenham açúcar, gordura e sal, através de rótulos nutricionais e reformulação de receitas, com base em um modelo artificial de alimentação, inspirados nas multinacionais que põem em perigo o futuro dos produtos de tradição milenar. Insiste que não existem alimentos nem bons, nem maus, mas uma dieta que pode ser mais ou menos saudável. Adverte que o risco que se corre com etiquetas do tipo semáforo, uma bebida com edulcorante pode ter luz verde, porque não tem açúcar, enquanto penaliza com luz vermelha queijos, embutidos, azeite de oliva, etc. segundo reconhece um Relatório do Mapa. A “Global Health and Foreign Policy é uma iniciativa lançada em setembro de 2006 em Nova York pelos Ministros das Relações Exteriores do Brasil, França, Indonésia, Noruega, Senegal, África do Sul e Tailândia. O objetivo foi colocar na agenda global a alimentação saudável.
















