Novas evidências sugerem que qualquer tipo de luz deteriora os lácteos
Luz x Leite – A companhia de serviços de proteção de luz e de certificação Noluma divulgou uma nova pesquisa que aborda os efeitos da exposição do leite e outros produtos lácteos à luz. Os níveis de vitamina A, vitamina D e riboflavina no leite começa a se esgotar após duas horas.
Desde sua constituição no início de 2018, a Noluma vem realizando pesquisas sobre a otimização de materiais de embalagem para proteção de produtos contra a luz. Seu último relatório oferece uma análise sobre a extensão da degradação nutricional e sensorial do leite no varejo. “Os alimentos embalados devem ser mantidos no escuro: os consumidores não podem ver” os danos nutricionais resultantes de todas as formas de exposição à luz, incluindo luz comuns do varejo e iluminação de geladeira.
Divya Chopra, presidente e CEO da Noluma disse: “Nós sabemos, há gerações, que a luz tem um impacto negativo na comida. Semelhante a roupas que descoram ao sol, ou a pele que queima. Nosso relatório mostra que uma variedade de produtos embalados é impactada negativamente pela exposição à luz de todos os tipos, e muito mais rapidamente do que o consumidor possa perceber”.
Teste de sabor de quinze minutos
O relatório constatou que o leite pode ter o sabor e o cheiro alterado após 15 minutos de exposição à luz típica existente nas prateleiras de lácteos do varejo. Começa perder Vitamina A duas horas depois da exposição, e 16 horas após o leite desnatado tem menos da metade da vitamina A original, (49%). Um declínio significativo de nutrientes do leite UHT enriquecido com baixo teor de gordura foi observado após 14 dias: 45% de perda da riboflavina, 60% de perda da Vitamina A e 80% de perda da vitamina D.
“Hoje, os consumidores esperam mais de varejistas e marcas do que nunca, e assumem que seus produtos favoritos permanecerão frescos e conterão os nutrientes dos rótulos no período de validade”, disse Chopra.
A Noluma emprega tecnologia patenteada para medir a resistência de uma embalagem contra a luz, usando “um ingrediente determinado como marcador no conteúdo da embalagem, expondo-o, durante duas horas, à luz intensa que corresponderia a duas semanas de exposição”.
Também foi testado o leite com os consumidores e detectaram que com duas semanas, o leite protegido da luz foi o preferido sobre um leite fresco que foi estocado de forma convencional e exposto à luz por quatro horas.
“Os efeitos da exposição â luz são tão intensas que em muitos casos, os testadores preferiram o leite protegido perto do prazo de vencimento, às amostras de leite fresco que haviam sido expostas à luz por apenas algumas horas”, diz a Noluma.
A certificação Noluma é concedida a empresas que “encontrem o padrão ouro e que atinjam um ponto ótimo de bloqueio de luz e que cujo conteúdo seja o menos afetado”. Pode ser adicionado o selo Noluma na embalagem, por atingir a certificação melhor possível de proteção contra danos da luz. A Noluma mostra aos clientes as opções de proteção contra a luz, mas, não fabrica, ela mesma, nenhum material para embalagem.

















