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Especiais Selectus nº 5562

Os produtores deveriam receber 1,25 pesos a mais por litro

Lácteos/AR – O cálculo feito pela Sociedade Rural revela a necessidade de ser revista a carga tributária incidente sobre o setor lácteo, como ocorreu em 2018. Novembro também foi um mês de quebras para os pequenos e médios estabelecimentos (que produzem até 3.000 litros por dia), completando 10 meses de resultados negativos.

Fonte: Infortambo – Tradução livre: www.terraviva.com.br

Dentro deste contexto, e depois do encontro da Câmara Setorial de Leite, o presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Daniel Pelegrina, apresentou um boletim no qual a entidade assegura que fomentar as exportações é a única saída viável para tirar o setor lácteo da crise.

“Incentivar a exportação é a única alternativa para que o produtor possa sair do prejuízo, elevando a capacidade de compra da cadeia gerando divisas”, destaca o documento da SRA. Mas, para que isso ocorra, o cenário fiscal que afeta o comércio exterior dos lácteos deverá mudar; ou seja, eliminar as retenções que foram impostas 10 anos atrás (quatro pesos por dólar exportado) e estabelecer o reembolso para 3%, substituindo os 0,75% vigentes.

A estimativa da SRA é que se essas decisões forem tomadas, a indústria ganharia poder de compra e poderia pagar 1,25 pesos a mais pelo litro de leite.

Comércio Exterior

Até o final de 2018, as exportações aumentaram 38%, e é o principal fator que explica o aumento da produção de leite em relação a 2017.

“O nível de comparação das exportações, no entanto, é o mais baixo dos últimos 20 anos. Fata muito, entretanto, para alcançar os níveis que o país chegou a exportar: atualmente o faturamento é de US$ 900 milhões, distante dos valores alcançados entre 2011 e 2013, de US$ 1.900 milhões”, diz o informe.

Um dos problemas é o preço do leite em pó que está em torno de US$ 2.700 a tonelada, quando a média dos oito anos anteriores foi de US$ 3.400.

Preços

O resultado negativo se agravou nos últimos meses em decorrência da desvalorização cambial. Ainda que o preço ao produtor tenha subido 59% em relação ao ano passado, superando a inflação, os principais insumos utilizados pelas fazendas subiram de 70 a 175%.

Mas, mesmo com a recuperação de preços reivindicada pela SRA, que corresponderia a US$ 0,25/litro, os produtores não alcançariam o valor de equilíbrio para a atividade que é de US$ 0,30/litro.

Segundo o Observatório da Cadeia Láctea da Argentina (Ocla), os produtores precisaram, hoje, de 9,26 pesos por litro para cobrir seus custos e de 10,74 pesos para conseguir rentabilidade de 5% sobre o capital.

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