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Paraná está entre os primeiros em produtos com certificação de origem

Indicação Geográfica - O Paraná está entre os estados com o maior número de produtos certificados ou em processo de certificação de Indicação Geográfica, ocupando o terceiro lugar atrás apenas de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

Os chamados produtos de origem são aqueles com característica diferenciada por serem produzidos em uma região ou território específicos. Sete já foram certificados e outros cinco aguardam a chancela do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que atesta a autenticidade da produção.

O café do Norte Pioneiro, a erva-mate de São Mateus do Sul, o mel de Ortigueira e do Oeste do Paraná, a goiaba de Carlópolis, a uva fina de mesa de Marialva e os queijos da Colônia Witmarsum, em Palmeira, já receberam a Indicação Geográfica. Já a bala de banana de Antonina, o melado de Capanema, a cachaça, o barreado e a farinha de mandioca do Litoral paranaense estão em processo final de certificação pelo INPI.

Além de dar visibilidade e abrir mercado para a comercialização, o reconhecimento também agrega valor à produção. De acordo com o Fórum das Indicações Geográficas Origem Paraná, os produtos certificados custam em média 30% a mais que os comuns.

“A certificação mostra ao consumidor que aquele produto foi feito com todos os requisitos técnicos necessários, com padrões de produção rígidos e que o produtor se dedicou a seguir protocolos técnicos definidos. Isso garante a qualidade e a segurança alimentar do produto”, explica o diretor-presidente do Instituto Emater, Natalino Avance de Souza.

CARACTERÍSTICAS – PRODUTO HISTÓRICO – A importância da erva-mate para a história do Paraná – um ramo da planta é inclusive um dos símbolos do brasão do Estado – foi um dos fatores que levou à certificação do produto no ano passado. A cultura da erva-mate em todo o Estado, em especial na região Sul, está ligada à emancipação política do Paraná da então província de São Paulo, em 19 de dezembro de 1853.

O reconhecimento foi dado para a região que compreende São Mateus do Sul e outros cinco municípios limítrofes: Antônio Olinto, Mallet, Rebouças, Rio Azul e São João do Triunfo. “Nosso diferencial foi comprovado com uma documentação histórica da época da emancipação política do Paraná, que relaciona o papel da erva-mate nesse processo”, explica Helinton Lugarini, presidente da Associação dos Amigos da Erva-mate de São Mateus do Sul e coordenador do Fórum Origem Paraná. “A notoriedade histórica do produto, que se restringe à região de São Mateus do Sul, define o terroir desta erva-mate”, afirma.

A implantação da navegação a vapor no Rio Iguaçu, em 1882, para o escoamento de erva e de madeira e a chegada de imigrantes poloneses, que também passaram a cultivar o produto que já era consumido pelos indígenas da região, são outros fatores históricos ligados à produção local da erva-mate.

A forma de plantio foi outro ponto observado. Somente em São Mateus do Sul, 3 mil propriedades cultivam o produto e precisam respeitar alguns requisitos. As mudas devem ser provenientes das cidades indicadas e plantadas em uma região sombreada com a mata nativa, como o pinheiro, imbuia e o cedro. “Nossa erva-mate tem um sabor diferenciado, mais suave e persistente. Esses e outros requisitos foram reunidos em um processo de 1.700 páginas, que foram levantados para o pedido de Indicação Geográfica”, conta Lugarini.

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