China – Três casos sobre o aumento do nível de vida e redução da pobreza rural
China – As conquistas da China na eliminação da pobreza estão atraindo a atenção mundial. Em seis anos mais 80 milhões de pessoas já deixaram essa condição, aproximando-se cada vez mais do objetivo de erradicação integral da pobreza em 2020.
Nas duas seções deste ano, os deputados oriundos da China rural contaram algumas histórias sobre o fim da pobreza, e quais são os “segredos” para a erradicação em todo o país.
Caso I – Comércio virtual de pêssegos
Não é fácil desenvolver o comércio eletrônico nas zonas rurais. Os agricultores não têm experiência, habilidades e metodologia de mercado. Portanto, é difícil atrair a atenção dos consumidores para o e-commerce, plataforma altamente competitiva. Porém, para a população Guangming da aldeia Oujiang, no condado de Guidong, que é representado pela deputada Guo Xiaoqin, o pêssego – que é uma especialidade do local – transformou consideravelmente a economia, através do comércio eletrônico. No ano passado, dezenas de famílias pobres se uniram em uma cooperativa para cultivar o pêssego amarelo e conseguiram aumentar a renda familiar líquida para a média de 20.000 renminbi. Como fizeram?
Pela orientação do governo, as duas grandes empresas de comércio eletrônico do condado Guidong buscaram ativamente pedidos de compra e logo chegaram à aldeia para comprar, ajudando a população a resolver o problema do mercado no comércio eletrônico. A população também abriu um local para prestar um serviço de conveniência de comércio eletrônico para enviar informações precisas aos usuários. O pêssego de Guangming foi incluído na rede nacional de vendas de produtos agrícolas especiais, ampliando ainda mais seus canais de venda.
Guo Xiaoqin considera que com o apoio de políticas de promoção do retorno de jovens talentos à sua cidade natal para iniciar negócios, em um futuro haverá muito mais espaço para avançar e melhorar projetos de sistemas de distribuição de logística rural e as indústrias rurais terão acesso ao comércio eletrônico.
Caso II – Um complexo turístico no vale das montanhas
O deputado Chen Chunfang é secretário do comitê do PCCh (Partido Comunista Chinês) do povo Chegutuo, da aldeia Nanying, no condado de Lingshou, província de Hebei. O povo se encontra nas profundezas das montanhas Taihang, com vastas terras improdutivas e atraso econômico. Em 2011, Chen incentivou os aldeões a construírem estradas, currais, ampliar a produção agrícola e pecuária. Finalmente, depois de três anos, toda a população deixou a pobreza.
A estratégia de “Desenvolvimento Coordenado Beijing-Tianjin-Hebei”, que foi implementada em 2014, ofereceu mais oportunidades para o desenvolvimento rural em Hebei. Melhoraram as instalações de transporte na região, e os moradores de Beijing, Tianjin e Hebei passaram a visitar, com maior facilidade os campos em torno. Assim foi desenvolvido, também, o turismo. No final do ano passado, a renda per capita dos aldeões superou os 7.000 renminbi.
E isto não é tudo. No final de 2018, a rodovia do monte Taihang foi concluída, e foi aberta ao tráfego. Agora a entrada e saída mais próxima está a menos de meia hora de carro da população de Chegutuo. Foram reunidos os quatro povos das cercanias, em um investimento de 2.150 milhões de renminbi para construir o complexo de ecoturismo China-Chegutuo, integrando a população das quatro aldeias, para um benefício compartilhado.
Caso III – Os agricultores se convertem em trabalhadores qualificados
No final de 2018, foi inaugurada a fábrica de roupas que foi planejada durante muito tempo pelo deputado Wu Yanliang, secretário do PCCh da população de Dongxing, da aldeia Liangzhongqiao, no conado de Changtu, província de Liaoning. Utilizando edifícios novos, linhas de montagem profissional, gestão moderna e um sistema de remessas transparente, a fábrica concluiu com êxito contratos de fornecimento com uma série de marcas de roupas reconhecidas, promovendo o emprego de mais de 100 aldeões locais e residentes do entorno. Foram convidados projetistas e especialistas para treinar a população. Algumas pessoas aprenderam as técnicas de costura, outras estudaram manutenção de máquinas, e o transporte de carga, e para as pessoas com menos habilidades também foram disponibilizados alguns postos de trabalho. “De agricultores a hábeis trabalhadores, ultrapassar a pobreza industrial não somente mudou a identidade dos camponeses, mas, também sua visão de mundo”, disse Wu Yanliang.
















