UE – O produto deve chegar ao consumidor com o menor impacto ambiental
Tendências/UE – No mundo, especialmente na Europa, cresce o conceito e a consciência pelo cuidado com o meio ambiente. Os consumidores são chaves nisso, ao exigir que os produtores de alimentos, as indústrias, o transporte, e os supermercados, sejam cada vez mais eficientes.
cadeia láctea não pode ficar alheia a isso, e na Holanda, essa tendência é líder.
Um recente artigo publicado pelo Dairy Reporter expressa que até há pouco os esforços para redução das emissões ficavam concentradas nas fazendas e no transporte, mas, cresce a disposição da indústria atuar nesse sentido, já que os consumidores querem que os produtos tenham o menor impacto ambiental possível.
A Tetra Pak, a sueca multinacional dedicada a embalagem de alimentos, afirma que o setor industrial lácteo é um dos maiores usuários de energia e água, e representa 13% do setor de alimentos e bebidas na Europa. O setor industrial reconheceu o problema e aceito o desafio de trabalhar para mudar e melhorar seu vínculo com o meio ambiente. Na Inglaterra está em andamento uma iniciativa que desde 2008 melhorou em 18% a eficiência energética industrial láctea, e aspira chegar a 2025 com redução de 30% na pegada de carbono.
A tendência é liderada pela Holanda. Em 2008 todas as fazendas de leite firmaram o Pacto do Setor de Agricultura Limpa e Econômica e o acordo nacional LTA3 sobre a eficiência energética que tem como objetivo chegar a uma eficiência de anual de 2%, entre 2005 e 2020, explicou o gerente de produtos da Tetra Pak, Jan Erik de Vries.
“As fazendas se concentram na redução de gases de efeito estufa através da eficiência energética, a reutilização de energia e geração de energia sustentável. Em geral, isto se faz mediante o uso de bombas centrífugas eficientes, combinadas com motores, centrifugaas com tecnologia de baixa pressão, recuperação de calor usando camadas de água e todas as outras iniciativas para otimizar as fábricas”, acrescentou De Vries.
O governo apoia esses esforços, mas, o papel da indústria de laticínios que precisa chegar ao consumidor com baixo impacto ambiental. Um exemplo disso é a queijaria holandesa Cono Kaasmakers que estabeleceu como meta ser “a unidade láctea mais ecológica do mundo” e para isso está investindo 20 milhões de euros em uma nova fábrica com novos equipamentos de baixo consumo energético, entre outros.
A gerente de meio ambiente da Tetra Pak Protecting Solutions & Equipment, Lily Li disse que a maioria das indústrias com as quais trabalha tem objetivos ambiciosos para reduzir as emissões de dióxido de carbono, e no geral querem obter de 20 a 50% de redução nas emissões.
“A sustentabilidade é boa não apenas para o planeta, mas também para o resultado final. Existe um desejo crescente entre as indústrias de laticínios de reduzir as emissões de gases como forma de apresentar linhas mais ecológicas e aumentar a competitividade”, destacou Li.
















