Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Economia Selectus nº 5653

Preços Recebidos Pela Agropecuária Paulista Recuam em Abril

Preços agropecuários - Rompendo com a escalada de altas verificada desde fevereiro, o Índice de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR)1, 2 registrou pequena queda de 0,14% em abril na comparação com o mês anterior.

Fonte: Instituto de Economia Agrícola - IEA

Separado por grupos de produtos, enquanto o IqPR-V (grupo de produtos de origem vegetal) contribuiu com esse descendo ao se desvalorizar 3,31%, o IqPR-A (produtos de origem animal) se manteve subindo de forma mais intensa ao atingir variação positiva de 4,01% (Tabela 1). Nessa mesma tabela são apresentadas as variações do final de março/2019 e das quatro quadrissemanas de abril/2019 para os índices calculados “com a cana-de-açúcar” e “sem a cana-de-açúcar”. Verifica-se que na maioria desses intervalos quadrissemanais houve variações positivas dos indicadores. Destaca-se que, após um pico de altas no final do mês de março, IqPR e IqPR-V apresentaram um arrefecimento que culminou em suas quedas no mês de abril.

Preços Recebidos Pela Agropecuária Paulista Recuam em Abril

Quando a cana-de-açúcar (que teve queda de 0,96% em abril) é excluída do cálculo do índice na ponderação dos produtos, a alta do IqPR (sem cana) alcançou um valor percentual positivo de 0,53%, ou seja, 0,67 ponto percentual maior que o IqPR (com cana). Já o IqPR-V sem cana caiu mais acentuadamente em 3,97%, ou seja, 1,96 ponto percentual menor que o IqPR-V com cana. Destaca-se nessa comparação o peso que a cana de açúcar exerce no cálculo ponderado dos índices, estabilizando suas variações tanto abaixo quanto acima (Tabela 1).

Preços Recebidos Pela Agropecuária Paulista Recuam em Abril

Menos da metade dos produtos que compõem o IqPR apresentou alta no mês de abril/2019 em relação a março/2019. Destacaram-se nesse intervalo tomate para mesa (13,88%) e carne de frango (9,16%). Cabe evidenciar que nesse período os cinco produtos de origem animal que constituem o índice tiveram seus valores reajustados (Tabela 2).

No caso do tomate para a mesa, mesmo apresentando alta menor que a verificada nas semanas anteriores, o reajuste do produto no final do mês ainda está relacionado às perdas oriundas das chuvas de fevereiro que acometeram plantas ainda em formação com a enfermidade ocasionada pelo cancro bacteriano. Vislumbra-se para o final do outono, com menor influência do clima e uma esperada retomada da produtividade por área, um equilíbrio de mercado que garanta preços mais baixos cobrados aos consumidores no varejo.

No que se refere à carne de frango, mesmo com a estabilização dos fluxos dos embarques das exportações do produto, o disponível para o mercado interno se apresentou aquém do necessário para manutenção dos preços, que cresceram mais de 25% desde o final de janeiro. Numa realidade na qual os principais insumos conformadores dos custos de produção da atividade tiveram pequenas variações no último trimestre (milho e soja com alterações respectivas de 2,15% e 2,10%), análises preliminares indicam melhoras sucessivas na rentabilidade do setor. Possíveis reajustes nas exportações com a expansão das compras direcionadas pelo mercado indiano interferirão mais ainda no peso da correlação oferta e procura para a definição dos preços ao mercado interno.

Dos 19 produtos acompanhados, 11 apresentaram quedas de preços no período. Destacaram-se nesse intervalo feijão (-29,51%) e batata (-22,03%).

Para o feijão, informações publicadas pela Bolsinha de São Paulo indicam para o final de abril uma maior entrada de produto. Contudo, cabe salientar que grande parte do volume armazenado pelos atacadistas é de produtos de baixa e média qualidade remanescentes da primeira safra. Calcula-se para os próximos dias a entrada de grande volume de feijão novo da segunda safra3. É importante informar que os preços do feijão carioca nos últimos 12 meses subiram 98,91%.

Médias pluviométricas menores em abril permitiram uma colheita mais regular (porém, ainda de baixa qualidade) de batata, no comparado a março. Não obstante, torna-   -se importante ressaltar que os preços atuais estão 245% maiores que o registrado em abril de 2018. Segundo especialistas do setor, a redução das áreas disponíveis para o tubérculo é fator essencial nesse desequilíbrio entre oferta e procura.

Do conjunto analisado, 8 produtos apresentaram alta de preços (3 de origem vegetal e 5 de animal) e 11 tiveram queda (todos de origem vegetal).

ACUMULADO NOS ÚLTIMOS 12 MESES PARA O IqPR COM CANA

No período de maio/2018 a abril/2019, tanto o IqPR quanto o IqPR-V apresentaram suas maiores altas no mês de fevereiro de 2019. Para o IqPR-A, o maior aumento (de 10,21%) ocorreu no mês de junho/2018 (impulsionado pelas altas de carne de frango, ovos e carne suína)4, e a maior baixa (de -2,66%) ocorreu no mês de janeiro/2019). O IqPR apresentou variações positivas em nove meses: de maio/2018 a junho/2018, de agosto/2018 a dezembro/2018 e de fevereiro/2019 a março/2019. A variação negativa ocorreu em três meses: julho/2018, janeiro/2019 e abril/19 (Figura 1).

Preços Recebidos Pela Agropecuária Paulista Recuam em Abril

No acumulado dos últimos 12 meses, todos os índices apresentaram variação positiva: o IqPR (geral) ficou em 19,06%, o IqPR-V (vegetal) subiu 16,20% e o IqPR-A (animal) teve aumento de 24,64% (Figura 2).

Preços Recebidos Pela Agropecuária Paulista Recuam em Abril

Reforçando a análise, ao comparar os preços de abril/2019 em relação a abril/2018, observa-se que somente quatro produtos apresentaram variação negativa: café (-11,41%), soja (-10,74%), algodão (-2,51%) e cana-de-açúcar (-1,10%). Acima da variação do indicador que analisa o aumento dos custos dos insumos e fatores de produção agropecuários no Estado de São Paulo – denominado Índice de Preços Pagos (IPP/IEA), que apresentou um acumulado de reajuste de 9,50% nos últimos 12 meses -, acomodaram-se as seguintes culturas: batata (245,78%), feijão (98,91%), tomate para mesa (90,83%), carne de frango (60,57%), carne suína (40,88%), banana nanica (39,29%), laranja para mesa (24,68%), amendoim (17,92%), laranja para indústria (15,58%), leite (15,05%) e arroz (12,93%). Variaram positivamente abaixo do reajuste dos custos de produção: carne bovina (8,36%), ovos (7,57%), trigo (2,24%) e milho (0,16%).

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients