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Economia Selectus nº 5662

Preços Recebidos Pela Agropecuária Paulista Iniciam Maio em Queda

IqPR - O Índice de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR)1, 2 iniciou o mês de maio com queda de 0,43% na comparação com a primeira semana de abril de 2019. Separado por grupos de produtos, enquanto o IqPR-V (grupo de produtos de origem vegetal) caiu 1,92%, o IqPR-A (produtos de origem animal) subiu 2,87% (Tabela 1).

Fonte: IEA - Instituto de Economia Agrícola

Nessa mesma tabela são apresentadas as variações das quatro quadrissemanas de abril/2019 e a primeira quadrissemana de maio para os índices calculados “com a cana-de-açúcar” e “sem a cana-de-açúcar”. Verifica-se que em todos esses intervalos quadrissemanais houve desaceleração negativa de todos os indicadores. Destaca-se que para o IqPR-A, mesmo apresentando fechamentos positivos nesse período, semana após semana seus reajustes se configuraram menores (Tabela 1).

Preços Recebidos Pela Agropecuária Paulista Iniciam Maio em Queda

Quando a cana-de-açúcar (que teve pequena baixa de 0,18% na primeira semana de maio) é excluída do cálculo do índice na ponderação dos produtos, a queda do IqPR (sem cana) alcançou um valor percentual maior, de 0,64%. Já o IqPR-V sem cana caiu mais acentuadamente, 5,16%. Destaca-se nessa comparação o peso que a cana-de-açúcar exerce no cálculo ponderado do índice vegetal (Tabela 1).

A minoria dos produtos que compõem o IqPR apresentou alta na primeira semana do mês de maio/2019 em relação à primeira semana de abril/2019. Destacaram-se nesse intervalo: carne de frango (7,60%) e tomate para mesa (6,75%) (Tabela 2).

Preços Recebidos Pela Agropecuária Paulista Iniciam Maio em Queda

Preços Recebidos Pela Agropecuária Paulista Iniciam Maio em Queda

No que se refere a carne de frango, mesmo com a estabilização dos fluxos dos embarques das exportações do produto, o disponível para o mercado interno se apresentou aquém do necessário para manutenção dos preços, principalmente com a demanda que se aqueceu com a comemoração dos Dias das Mães. Mesmo com a queda das exportações entre março e abril, possíveis reajustes com a expansão das compras direcionadas pelo mercado indiano interferirão mais ainda no peso da correlação oferta e procura para a definição dos preços ao mercado interno.

No caso do tomate para a mesa, suas altas têm sido menores nas últimas semanas, sendo o reajuste atual do produto no final do mês reflexo ainda das perdas oriundas das chuvas do final do verão. Reforça-se que, para o final do outono, com a menor influência do clima e uma esperada retomada da produtividade por área, uma maior expectativa de que haja um equilíbrio de mercado que garanta preços mais baixos cobrados aos consumidores no varejo.

Analisando os produtos que mais reduziram seus preços entre a primeira semana de abril/2019 e a primeira semana de maio/2019, observam-se: feijão (23,65%) e banana nanica (15,82%).

Com a entrada da segunda safra do feijão no Centro-Sul do país, expandiu-se a oferta do produto de boa qualidade, o que tem reduzido ainda mais os seus preços. Numa realidade de mercado que trabalha ainda com produtos restantes da safra anterior (grãos miúdos, danificados e de baixa umidade), a perspectiva de uma oferta 55% acima do ano anterior indica para uma desvalorização ainda maior do feijão carioca no pico da safra a ocorrer na segunda quinzena de maio.

Do conjunto analisado, 8 produtos apresentaram alta de preços (4 de origem vegetal e 4 de animal) e 11 tiveram queda (10 de origem vegetal e 1 de animal).

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