Argentina – Terceira no ranking mundial de exportadores “líquidos” de alimentos
Alimentos/AR – Retirada as importações das exportações, o país tem um superávit de US$ 32 bilhões. Quase igual à Holanda e menos da metade do número 1, o Brasil.
Um relatório elaborado pela Sociedade Rural Argentina (SRA) com base nos dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), chegou à conclusão que a Argentina é a terceira no ranking mundial de exportadores “líquidos” de alimentos. Este conceito é uma forma de superávit comercial do setor: é o resultado das divisas obtidas com exportações, menos o valor destinado às importações.
“O indicador reflete o potencial estratégico que tem cada país para alimentar tanto seus habitantes como os habitantes de outros países. Também mostra a importância que tem o comércio, o investimento e o desenvolvimento econômico do setor de alimentos para a estabilidade econômica destes países. Ao mesmo tempo, mostra a exposição queste países apresentam diante de situações de alta volatilidade dos preços das commodities”, explicou a SRA.
Pódio
Os dados analisados pela entidade correspondem a 2017 e indicam que o Brasil é o primeiro da lista, com exportações líquidas de US$ 76 bilhões. O segundo posto é ocupado pela Holanda, com US$ 33 bilhões; e em terceiro vem a Argentina, com US$ 32 bilhões.
Uma observação que não pode deixar de ser feita nesse contexto é que a Holanda possui o porto de Roterdã que é a porta de entrada e saída dos alimentos elaborados em toda a União Europeia (UE), o qual pode ser visto com reservas porque é provável que o valor atribuído ao país pode contem exportações de outros países.
Os dez maiores são completados por Canadá, US$ 27,6 bilhões; Austrália, US$ 25,7 bilhões; Indonésia, US$ 25,5 bilhões; Tailândia, US$ 25,2 bilhões; Nova Zelândia, US$ 22,4 bilhões, Chile, US$ 14,1; e Ucrânia, US$ 13,7 bilhões.
O presidente da SRA, Daniel Pelegrina, apresentou esse números durante homenagem aos embaixadores e representantes do corpo diplomático da Argentina.
“Sabemos que formamos parte de uma região que tem muito para oferecer em matéria de produção, fibras, energias renováveis e tecnologias, e com isso, dar a seus habitantes oportunidades de emprego e desenvolvimento”, disse Pelegrina.
“O campo em toda sua magnitude exportou, em 2018, perto de US$ 37,4 bilhões, o que representa 61% das exportações de bens de nosso país”, acrescentou.
















