Dívida Ecológica Global: a maior parte das nações sul-americanas contam com superávit de capital natural
Sustentabilidade – No dia 29 de julho foi o Dia da Dívida Ecológica Global, um indicador de referência elaborado pelo Global Footprint Network. Isso quer dizer que a humanidade já consumiu, em 2019, um volume de recursos naturais superior ao que o Planeta Terra pode regenerar neste mesmo ano.
“O Dia da Dívida Ecológica cair em 29 de julho significa que a humanidade utilizou a natureza 1,75 vezes mais rápido do que a capacidade de regeneração dos ecossistemas de nosso planeta. É como se usássemos 1,75 Terras”, disse o comunicado da Global Footprint Network, uma organização internacional com sede nos Estados e Suíça, encarrega de elaborar o indicador.
“Ultrapassar esse limite é possível porque estamos esgotando nosso capital natural, o que compromete a segurança dos recursos naturais futuros da humanidade. Os custos desse consumo ecológico elevado está se tornando cada vez mais evidente em forma de devastação florestal, erosão do solo, perda de biodiversidade e acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera; este último incide nas mudanças climáticas e promove a ocorrência de eventos meteorológicos extremos com maior frequência”, acrescenta a organização.

Evolução histórica do Dia da Dívida Ecológica
O Dia da Dívida Ecológica ao nível global começou a ser realizado no início da década de setenta, e foi crescendo até a recessão mundial no começo dos anos oitenta. Depois voltou a crescer de forma ininterrupta detendo-se durante a crise financeira global de 2008/09. Na última década o indicador se encontra praticamente estabilizado ciando entre o final de junho e começo de agosto.

Déficit (vermelho) e Reserva (verde) ecológica. Um déficit ecológico é produzido quando a pegada ecológica de uma população excede a biocapacidade da área disponível para a mesma. Existe, por outro lado, uma reserva ecológica quando a biocapacidade de uma região supera a pegada ecológica de sua população. Global Footprint Network.
Os principais desequilíbrios ecológicos são registrados no Hemisfério Norte. Todas as nações sul-americanas – com exceção do Chile, da Venezuela e da Guiana Francesa -, Austrália e Nova Zelândia são regiões, segundo a Global Footprint Network, contam com superávit ecológico.
Já Estados Unidos, Europa, Oriente Médio, Norte da África, Índia e China registram elevados déficits ecológicos, o que implica que a população que reside nessas áreas excede a biocapacidade presente nas mesmas e precisa compensar o desequilíbrio por meio do comérico, liquidação de ativos naturais, ou emissões excessivas de dióxido de carbono.

Quantas Terras seriam necessárias para abastecer a demanda de recursos naturais em função do nível atual de consumo em cada país. Global Footprint Network
A Global Footprint Network calculou que se todos os habitantes do mundo vivessem como os estadunidenses, seriam necessárias cinco Terras para fornecer os recursos naturais. Mas, se o nível de vida médio do planeta fosse como na Índia, só seriam necessárias o equivalente a 0,7 Terras.
















