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Setorial Selectus nº 5720

DF: CNA debate acordo Mercosul-União Europeia na Câmara dos Deputados

Acordo Mercosul-UE - A superintendente de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Lígia Dutra, falou sobre as vantagens do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia para o Brasil em audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, na terça (20).

Fonte: Página Rural

“O acordo vai trazer uma melhor inserção do Brasil no mercado internacional, que ainda é muito pequena. O agro precisa de mercados e o Brasil era muito fechado. Por isso, esse acordo proporcionará abertura comercial para diversas cadeias que a gente ainda não exporta”, afirmou.

Segundo Lígia, é necessário que o País faça sua parte para entender melhor o acordo e promova ações para reduzir o custo Brasil como a reforma tributária, além de desenvolver o setor de infraestrutura.

“Precisamos preparar nossas cadeias porque essa não é uma abertura apenas porque somos liberais. Precisamos fazer nosso dever de casa e o acordo nos dá tempo para fazermos isso, para a economia se adaptar. E para isso precisamos trabalhar juntos, tanto o setor privado quanto o governo”, destacou.

Lígia ressaltou que as principais cadeias com potencial de exportação para a União Europeia são: lácteos, café, flores, frutas e hortaliças, apicultura, ovinos e caprinos, pesca e aquicultura. Segundo ela, são setores que ainda precisam de capacitação para ter a competitividade necessária para o mercado internacional.

“Os acordos internacionais são um caminho que não tem volta. Temos tudo no Brasil, só precisamos ter uma conjunção de esforços para melhorar a produtividade e isso se faz com assistência técnica, porque esse é um dos caminhos para melhorar a produtividade e trazer rentabilidade para o produtor,” disse.

“Precisamos de novos mercados para nossos produtos. Por isso é necessário preparar o produtor e as indústrias para esse desafio e para outros mercados que poderão vir, como o sudeste asiático."

Ministra discute fortalecimento do Seguro Rural com seguradoras

Em 2020, produtores rurais terão subvenção de R$ 1 bilhão para contratarem apólices

Representantes das principais seguradoras do Brasil se reuniram nesta terça-feira (20) com a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para discutir os desafios e perspectivas do seguro rural no país. No encontro, eles demonstraram otimismo com a subvenção de R$ 1 bilhão para ajudar os produtores rurais a pagarem as apólices em 2020. O valor foi anunciado, em junho, no lançamento do Plano Safra 2019/2020.

Para o presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Joaquim Neto, os recursos vão ajudar a aprimorar as opções oferecidas aos produtores. “O momento é promissor. Estamos motivados a oferecer novas modalidades de seguros para que o agricultor possa proteger sua produção”, disse.

A ministra aproveitou a oportunidade para pedir que o setor aumente a assistência técnica aos produtores rurais e, com isso, diminuir as perdas na produção. “Nós precisamos baixar o custo da produção brasileira. Este é um dos meus desafios aqui”, afirmou Tereza Cristina.

Além da FenSeg, outras entidades como a Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), a Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros (Fenacor) e a Brasilseg participaram da reunião.

Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural

Em 2020, será destinado R$ 1 bilhão para subvencionar a contratação de apólices do seguro rural em todo o país. Esse é o maior montante que o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) já recebeu desde sua criação em 2004.

Com esse valor, cerca de 150,5 mil produtores rurais poderão ter a safra segurada. Devem ser contratadas 212,1 mil apólices, com a cobertura de 15,6 milhões de hectares e valor segurado de R$ 42 bilhões.

Em 2019, o orçamento previsto é de R$ 440 milhões. A estimativa é a contratação de 93,9 mil apólices, com cobertura de 6,9 milhões de hectares e R$ 18,6 bilhões de valor segurado.

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