Conaprole – Seriam necessários investimentos milionário para não fechar a fábrica de San Carlos
Conaprole – Na última Assembleia do Conselho da Conaprole, a cooperativa anunciou que em 2020 irá fechar a planta industrial que tem em San Carlos, uma decisão que asseguraram os executivos da empresa, vinha sendo estudada há muito tempo.
A diretoria argumentou que a decisão teria sido tomada para melhorar a eficiência da cooperativa, para melhorar o preço que hoje paga aos produtores de leite, diante da situação complexa que está vivendo o setor nos últimos cinco anos. Diante da Comissão de Trabalho dos Deputados, o presidente da Conaprole, Álvaro Ambrois, argumentou que a fábrica do centro industrial de Montevidéu – onde se produz leite fresco, igual a planta de San Carlos – tem capacidade ociosa e pode receber a produção da planta localizada na cidade de Carolina. Mas, Ambrois acrescentou mais um elemento.
A planta de San Carlos não foi sendo atualizada para atender às normas da própria cooperativa, “que tem critérios muito rígidos” para receber auditorias internacionais assíduas dos principais clientes.
“A planta de San Carlos não estava sendo atualizada de forma permanente porque estávamos prevendo a possibilidade de fechamento. Por exemplo, na parte de efluentes, por exemplo, não foi realizado investimento de nenhum tipo. Esta é outra razão que explica a decisão. Seriam necessários grandes investimentos que não gerariam retornos, não tendo sentido serem realizados, quando a produção pode ser transferida para o centro industrial de Montevidéu”, explicou Ambrois aos legisladores nacionais.
Concordou com Ambrois, o diretor Gabriel Fernández, dizendo que para a planta continuar trabalhando e atender os padrões internacionais, os investimentos deveriam ser bem elevados.
“A cooperativa não está em condições de fazê-los agora, já que todos os investimos propostos estão sendo destinados a novas oportunidades de negócios, e esse não é o caso da planta nº 10, que elabora apenas um produto e que está ficando obsoleta”.
Segundo Fernández, a produção de leite na bacia diminuiu 50% nos últimos anos e a Conaprole passou a receber 250 mil litros diários da região.
Os diretores da cooperativa sustentaram também que uma das prioridades da empresa depois desse fechamento, será manter os postos de trabalho e inserir os trabalhadores de San Carlos em outras fábricas, como a de Montevidéu, San Ramón ou outras medidas como aposentadorias.
De qualquer forma, o presidente da Conaprole não descartou a possibilidade de despedir trabalhadores em algum momento do processo.
“O ideal seria poder coordenar e não ter que chegar a esse ponto, mas, estas são coisas que precisamos começar a considerar. É melhor assumir esta realidade, para que os trabalhadores se organizem, em matéria tão sensível”, explicou Ambrois.
















