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Globalização E Mercosul Selectus nº 5749

China dá grande importância ao suprimento de alimentos

Segurança alimentar/China – Comer, a principal necessidade do ser humano. Não se trata somente de uma questão nacional, mas também de um tema vital para a comunidade das nações. Ao outorgar uma grande importância ao suprimento de alimentos, a China contribuiu para a paz e a estabilidade mundial.

Fonte: People Daily – Tradução livre: Terra Viva

A China é um país com uma grande população e uma enorme indústria agrícola. Nos últimos anos, sua superfície total plantada de grãos se manteve estável, em torno de 113 milhões de hectares. Da mesma forma, o rendimento por unidade de área tem aumentado, e a produção de grãos permaneceu acima de 600 milhões de toneladas. Atualmente a taxa de autossuficiência da China em matéria de grãos supera 95% e sua taxa de autossuficiência em ração de grãos alcança 100%. Por outro lado, o suprimento de grãos per capita alcança 480 quilos, 37% mais que a média mundial.

Na China existem mais de 132.000 quilômetros quadrados de pomares e campos de melão, que no ano passado produziram 250 milhões de toneladas de frutas, ou seja, 31,4% da produção mundial.

O consumo per capita de fruta aumentou desde a fundação da República Popular da China de 3 quilos anuais, para 184 quilos. Junto com a melhora do nível dietético, o desenvolvimento físico e a nutrição do povo chinês também melhorou significativamente, e o índice de bem-estar pessoal registrou uma espiral ascendente.

Uma pesquisa evidenciou que entre 1975 e 2015, a estatura e o peso das crianças chinesas evoluíram com rapidez. No grupo de idade mais representativo, de 5 a 5,5 anos, os homens e as mulheres cresceram 8 e 8,2 cm, respectivamente. Além disso, a expectativa de vida da população chinesa cresceu dos 35 anos (1949) para 77 anos (2015).

Para 2020, espera-se que a demanda de grãos pela China alcance 700 milhões de toneladas. É imaginável a pressão que exerce para satisfazer uma demanda nessa escala.

Durante a reforma e a abertura, foram introduzidas uma série de diretrizes e políticas com consonância com as condições rurais, e foram realizados mudanças fundamentais na economia rural e na produção de grãos.

De 1978 a 1984, a produção de grãos aumentou de 300 milhões para mais de 400 milhões de toneladas, um aumento anual médio de 5,1%. Desde 2004 a produção de grãos cresce por 12 anos consecutivos.

Na nova era, a China não só proporciona alimentos suficientes para mais de uma quinta parte da população mundial, mas também encontra soluções próprias para problemas relacionados com a segurança alimentar mundial e o desenvolvimento agrícola sustentável.

O comércio mundial anual de alimentos ronda os 400 milhões de toneladas, cifra que representa apenas dois terços do consumo chinês. Se o país não pode assegurar seu próprio suprimento de alimentos, restringirá o consumo de outros países.

Desde o início da crise alimentar mundial de 2008, a China vem mantendo terras cultiváveis suficientes e uma taxa de autossuficiência alimentar positiva, assim como um fornecimento estável de grãos.

Em 2014 e 2015, os esforços da China para reduzir a fome foram reconhecidos pelo Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e a Cúpula Mundial sobre Alimentação.

Yuan Longping, o cientista de 90 anos que é o “pai do arroz híbrido”, em mais de uma ocasião falou sobre seus sonhos de expandir este tipo de arroz para todo o mundo. Desde que chegou ao estrangeiro pela primeira vez, em 1979, o arroz híbrido chinês foi estudado e promovida em dezenas de países e regiões.

A superfície plantada de arroz híbrido no estrangeiro já alcança os 7 milhões de hectares. O rendimento desse tipo de arroz superam em 20% o das variedades locais. A FAO já identificou o arroz híbrido chinês como a tecnologia adequada para que os países em desenvolvimento combatam a escassez de alimentos. 

Além disso, a China deu grandes contribuições para reduzir a fome mundial. Por exemplo, foram criados centros de demonstração de tecnologia agrícola em quase 100 países, enviando milhares de especialistas agrícolas para ensinar as tecnologias avançadas de mecanização agrícola, processamento de alimentos e outros campos vinculados.

Também já adotou instituiu programas de assistência para capacitar técnicos locais.

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