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Especiais Selectus nº 5751

PIB do Agronegócio de Minas Gerais

PIB Agronegócio/MG - O Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio de Minas Gerais, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/ USP, cresceu 1,53% no primeiro semestre de 2019 (Tabela 1).

Fonte: CEPEA/Editado pela Terra Viva

  Assim como observado no agronegócio brasileiro, o setor em Minas Gerais também foi impulsionado pelo ramo pecuário, cujo PIB acumulou alta de 4,87% no período. Já o PIB do ramo agrícola, pressionado para baixo sobretudo pela agricultura dentro da porteira, recuou 0,90% no semestre. 

PIB do Agronegócio de Minas Gerais

Entre os segmentos, também em consonância com o agronegócio nacional, o de insumos se destacou em crescimento, com resultados positivos nos dois ramos. Para o segmento primário do agronegócio, por sua vez, o crescimento reflete o desempenho da pecuária, com alta de 6,27% do PIB no período, diante de uma redução de 2,62% na agricultura. Na agroindústria, o resultado também foi de redução para a de base agrícola (-0,99%) e de crescimento para a de base pecuária (1,74%), culminando na redução de 0,51% do PIB da agroindústria mineira.  

  De modo geral, o agronegócio de Minas Gerais tem sido marcado por preços mais altos de seus produtos em 2019 (frente a 2018), sendo a indústria agrícola exceção. Ademais, o agronegócio estadual tem aumentado sua produção no ano, com crescimentos em volume verificados em todos os segmentos, exceto a agricultura dentro da porteira –, por sua vez, pressionada essencialmente pela menor produção de café, devido à bienalidade negativa em 2019.  Frente a esse resultado, a Figura 1 mostra a distribuição do PIB do agronegócio do estado entre seus segmentos. Mantendo o perfil dos anos anteriores, o segmento primário se manteve com a maior representatividade no PIB, de 33,9%. Em sequência, estão os agrosserviços (31,33%), a agroindústria (27,84%) e, então, os insumos (6,93%). 

As próximas seções detalham os resultados de cada segmento do agronegócio do estado, para o período de janeiro a junho de 2019. 

PIB do Agronegócio de Minas Gerais

INSUMOS

Em consonância com o agronegócio nacional, o segmento de insumos mineiro se destacou em crescimento no primeiro semestre de 2019, com resultados positivos nos dois ramos, de 10,34% para o agrícola e de 3,16% para o pecuário. 

SETOR PRIMÁRIO

AGRÍCOLA: O segmento primário agrícola teve retração de 2,62% no primeiro semestre de 2019 (Tabela 1). Diferentemente do observado para esse segmento em nível nacional, no estado, o resultado segue pressionado para baixo pela menor produção esperada, com queda de 6,62% para a média ponderada das atividades acompanhadas. Já para preços, a variação média real na comparação entre o primeiro semestre de 2019 e o mesmo período de 2018 foi de 0,25%. A Tabela 2 apresenta os crescimentos esperados do faturamento e do volume e a variação de preços na comparação entre períodos para cada cultura acompanhada.

PIB do Agronegócio de Minas Gerais

PECUÁRIO: O segmento primário pecuário cresceu 6,27% no estado (Tabela 1). O resultado positivo reflete, principalmente, a relevante alta dos preços para a média ponderada das culturas acompanhadas (de 9,75% na comparação entre períodos), mas 

também a elevação prevista da produção anual (2,97%). Com exceção da produção de vacas, que sofreu queda de quantidade produzida e de faturamento, todas as demais atividades tiveram desempenho positivo, em especial a suinocultura e avicultura (Tabela 3). 

PIB do Agronegócio de Minas Gerais

As atividades que tiveram destaque positivo pelo seu crescimento de faturamento foram a avicultura e a suinocultura. Embora a produção de frangos tenha sofrido pequena queda de 1,22%, o aumento de 23,60% do preço do produto compensou, de modo a garantir a elevação de 22,10% do faturamento. No caso de suínos, o aumento de 3,53% na produção e a alta de 16,89% do preço resultaram no crescimento de 21,02% do faturamento. O desempenho positivo é reflexo da Peste Suína Africana que assola principalmente a China e também outros 

países asiáticos e, desde então, tem mantido a demanda pela carne brasileira aquecida, pressionando a alta dos preços também dos animais vivos, no segmento primário.  O leite também apresentou resultados positivos em decorrência do aumento do preço – reflexo da redução da oferta e da maior disputa pela matéria-prima junto à indústria de derivados. Em síntese, o aumento de 3,69% da produção aliado ao aumento de 13,07% foram responsáveis pelo crescimento de 17,25% do seu faturamento. 

AGROINDÚSTRIA

AGRÍCOLA: A agroindústria de base agrícola teve queda 0,99% no primeiro semestre (Tabela 1), pressionada para baixo pelos menores preços para a média dos setores industriais acompanhados (queda de 2,86% na comparação entre os primeiros semestres de 2018 e 2019). Em termos se

toriais, o resultado pode ser explicado pelo contrabalanceamento entre o desempenho positivo de atividades importantes, como celulose, etanol anidro e a indústria do açúcar, e o desempenho negativo de outras atividades também relevantes, tais como o etanol hidratado e a indústria têxtil (Tabela 4). 

PIB do Agronegócio de Minas Gerais

PECUÁRIA: Já a agroindústria de base pecuária avançou 1,74% (Tabela 1), impulsionada por maiores preços (1,07%) 

e produção (2,46%) para a média das atividades acompanhadas no segmento.  Verificou-se crescimento em quase todas atividades industriais pecuária acompanhadas, com exceção apenas para carne de vacas. A agroindústria de suínos e avícolas obteve os melhores desempenhos do segmento, em consonância com o resultado já verificado no segmento primário da pecuária (Tabela 5).   

PIB do Agronegócio de Minas Gerais

O destaque do segmento foram as atividades da agroindústria de suinocultura e avicultura. Para o caso dos suínos, os aumentos de 3,53% da produção e de 15,02% do preço resultaram em crescimento de 19,08% do faturamento; já para agroindústria de aves, houve queda de 1,22% da produção, compensada pelo aumento de 10,37% do preço, levando a um avanço de 9,02% no faturamento. 

Novamente, por detrás desse cenário, tem-se a demanda internacional, em especial da China, impulsionada pela Peste Suína Africana.  Quanto aos laticínios, importante atividade da agroindústria mineira, houve aumento da produção de 3,69% e redução de 2,18% do preço, em função da baixa demanda interna, de modo que, o faturamento teve crescimento de 1,44% no semestre

OBS: A edição da Terra viva resumiu dados sobre a agricultura que não são foco do selectus, leia a matéria na integra.

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