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Especiais Selectus nº 5756

Argentina: Volta a subir o preço do leite em meio à queda do consumo

Consumo/AR – O leite, um produto chave na alimentação teve novo aumento de preço, que resultará em nova queda de consumo que, atualmente está em 176 litros por habitante/ano, 41 litros menos do que em 2015.

Fonte: Portalechero – Tradução livre: Terra Viva

Especialistas alertam que esse novo aumento de 10% sobre o valor do leite atingirá fortemente o consumo que já está em queda.

Segundo um levantamento feito pela Defesa de Usuários e Consumidores (DEUCO), o preço do leite integral e desnatado de La Sereníssima passou de AR$ 44,20/litro, [R$ 3,14/litro], em agosto deste ano, para AR$ 48,70/litro, [R$ 3,46/litro], neste mês. Ou seja, 10% mais caro. O leite integral enriquecido com ferro, pulou de AR$ 45,60 para AR$ 50; o leite integral com redução de lactose, de AR$ 46,60 para AR$ 51,30, e o leite UHT integral, ou desnatado saiu de AR$ 53/litro, para AR$ 58,20, [R$ 4,14/litro]. Todos com o mesmo percentual de aumento.

O levantamento da DEUCO, tomando como base os dados do Observatório da Cadeia Láctea da Argentina (OCLA), diz que “o consumo de leite por habitante por ano é de 176 litros, ou seja, “menor do que os 217 litros por habitante/ano registrados em 2015, e o consumo de leite é o menor dos últimos 29 anos”.

Com este novo aumento, os preços dos derivados acumulam alta de 42,9% entre maio e outubro deste ano. No período, 100 gramas de manteiga, passou de AR$ 49 para AR$ 67,50, [R$ 4,80], (+37,8%), enquanto que 200 gramas pulou de AR$ 83,70 para AR$ 116,40, [R$ 8,28], (39%).

Junto com estes produtos, também aumentaram os preços do doce de leite (400 gramas), passou de AR$ 71 para AR$ 95,40 (34%); creme de leite (200 ml) subiu de AR$ 58 para AR$ 77,50(33,5%); o queijo ralado aumentou 36,5%; a ricota (500 gramas) de AR$ 85 para AR$ 118,30 (39%); o leite em pó deslactosado, de AR$ 211 para AR$ 299,80 (42%); a manteiga light (200 gramas) de AR$ 119,40 para AR$ 166 (39%); o leite em pó (200 gramas), de AR$ 69,60 para AR$ 99,50 (42,9%); e o queijo ralado de AR$ 37,80 para AR$ 51,30 (35,7%).

Os queijos foram os produtos mais atingidos. Os preços subiram entre 10 e 15% dependendo do tipo, e em alguns casos, ultrapassou a barreira dos mil pesos.

Na lista divulgada pela DEUCO o quilo dos queijos mais caros registrados foram do provolone e do reggianito, passando de AR$ 824, em agosto deste ano, para AR$ 948, [R$ 67,45], agora, com 15% de incremento em ambos. O queijo sardo passou de AR$ 782 para AR$ 900 (15%); o queijo cremoso de AR$ 373 para AR$ 410 (10%); o port salut de AR$ 452 para AR$ 497; o pategras de AR$ 710 para AR$ 781 (10%); e o gouda de AR$ 600 para AR$ 659, [R$ 46,89], (10%).

Com base nos dados da OCLA, a entidade comunica que entre janeiro e julho deste ano a venda de produtos lácteos caiu 11,9% em comparação com o mesmo período de 2018. 

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