Os lácteos caem com medo da volta do Covid
Covid-19/GDT – Os preços caíram 5,1% no GlobalDiryTrade desta semana - o maior declínio desde dezembro do ano passado – diante das preocupações com o ressurgimento do Covid-19 que deixaram os mercados assustados.

A última análise feita pelo analista do banco Westpac, Nathan Penny, diz que o resultado reverteu parcialmente os ganhos de julho. Nos dois eventos de julho, os preços do leite em pó integral (WMP) subiram perto de 15% e os preços gerais tiveram 8% de aumento. Agora, no entanto, voltaram a ficar abaixo dos níveis pré-Covid 19.
A forte queda dos preços ocorre quando vários países anunciam novos surtos e o número de casos globais de Covid 19 continua aumentando rapidamente.
Alguns mercados de lácteos que haviam controlado com sucesso o surto, agora estão vendo os casos retornarem e começam tomar precauções com base no risco latente do Covid, empurrando os preços para baixo novamente, disse Penny.
Com a primavera se aproximando, a produção de leite na Nova Zelândia deverá crescer e, consequentemente, houve antecipação do aumento de volume ofertado no GDT. A quantidade de produtos vendidos no último leilão foi 36% maior que a negociada no evento anterior, e ofertado 48% mais toneladas de WMP.
A expectativa do banco Westpac era de modesta queda dos preços, refletindo o aumento sazonal da produção. O banco estimou que o aumento foi responsável por pelo menos 2% de queda no preço do WMP, podendo ser atribuído ao Covid-19 os outros 5% ou mais de queda.
Apesar da queda, os preços atuais permaneceram consistentes com o preço do leite de NZ$ 6,50/kgMS para 2020-21. O valor projetado dava uma folga para as quedas sazonais de primavera, embora essa desvalorização acentuada diminua o espaço de acomodação.
De acordo com o analista Thomas Bailey do RaboResearch dos EUA, o leilão dessa semana não significou, necessariamente, o fim da sustentação dos preços dos lácteos da Nova Zelândia, mas, se alinha com a previsão do Rabobank de que “o caminho agora estaria cheio de buracos”.
A atividade dos compradores refletiu a queda da demanda no Norte da Ásia, e dessa feita as compras da região representou apenas 56% do volume total vendido, contra 62% de participação no evento anterior. O aumento de compradores de outros mercados foi marginal, compensando apenas parcialmente o declínio do Norte da Ásia.
A pergunta que não quer calar é sobre a estabilidade da demanda chinesa por produtos lácteos. A demanda na China ao nível de consumidores não está tão forte como apontam os indicadores recentes. A demanda dos serviços de alimentação e varejo de alimentos contraiu em junho, disse Bailey.
O Rabobank esperava, que em algum momento, haveria abrandamento da demanda chinesa por importações, uma vez que produção e os estoques domésticos continuaram elevados com um leve crescimento da demanda do consumidor final.
















