Como será a Black Friday 2020 nesta pandemia?
Black Friday - A pandemia tem trazido muitas incógnitas para o calendário de vendas 2020, no varejo. E com a Black Friday não será diferente. Afinal, o consumo do brasileiro está diretamente ligado aos rumos da economia e aos índices de emprego e renda, e a julgar pelo desenrolar de ambos, o ano não é dos melhores.

Mesmo assim, a pesquisa “Muito Além da Black Friday”, realizada pela Globo, com 1.726 pessoas, e disponibilizada pela plataforma Gente, mostra que apesar de 7 em cada 10 brasileiros terem deixado de comprar algo durante essa pandemia, 42% deles estão dispostos a aproveitar as promoções da Black Friday, que este ano será no dia 27 de novembro. Dos 58% restantes, que disseram não saber ou não comprar, oito em cada 10 estão dispostos a mudar de ideia se puderem ajudar a manter os empregos das pessoas envolvidas.
Outro destaque divulgado pela pesquisa é a mudança na relação dos brasileiros com a data: mais do que uma oportunidade para aproveitar as promoções, 65% deles disseram enxergar uma oportunidade para se presentearem; 55% acreditam que ela será a melhor época para as compras este ano, e 51% dizem que irão priorizar os produtos das marcas que trouxeram algo positivo durante essa pandemia.
“Consumidores e marcas mais confiantes devem aquecer o comércio, marcando uma retomada importante para o varejo brasileiro, no segundo semestre. Um momento para os grandes, médios e pequenos empresários traçarem estratégias para impactar nove em cada 10 pessoas que estão dispostas a comprar na Black Friday, sendo que 60% é o consumidor multiplataforma, que assiste a televisão e também navega online. Com maior volume de recursos nos meses de novembro e dezembro, a época amplia o foco e gera novas oportunidades de consumo, para todas as categorias”, conta Henrique Simões, especialista em Varejo da área Inteligência de Mercado da Globo.
Ainda sobre as as intenções de compras, o apoio ao comércio local e às lojas pequenas serão uma prioridade de compra para 42% dos entrevistados.
Lista de desejos
Entre as categorias mais procuradas, durante essa pandemia, os destaques são para os móveis e computadores, que tiveram um crescimento de 12 e 9 pontos percentuais, respectivamente, em relação à 2019.
Na sequência, os smartphones e eletrônicos, com 30% da intenção de compra, e conforme o destaque dos anos anteriores nessas promoções, os itens de roupas e acessórios, por 31% dos entrevistados.
Curiosidades
Apesar de muito impactado pelos reflexos do coronavírus, o setor de turismo não foi esquecido pelos consumidores: 52% comprariam uma boa oferta de viagem, mesmo só podendo usufruir quando a pandemia acabar, e 57% veem sentido na compra de uma viagem, se puderem cancelar depois, sem prejuízo financeiro.
As lojas físicas têm 16% das preferências, com outros 29% fazendo uso da compra por meio da internet, mas a maioria do público pesquisado (55%) alega que pretende mesmo é consumir tanto nas lojas físicas quanto nos e-commerces.
E como eles pretendem pagar por tudo isso?
Nos dias da promoção anual da Black Friday, o cartão de crédito será a opção de 67% dos entrevistados, seguido pelo dinheiro e a intrínseca busca por mais desconto, com 42%. Outras três opções declaradas foram o débito (35%), boleto (22%) e a modalidade da carteira digital (21%).
















