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Especiais Selectus nº 5983

Mercado global de queijo chega a recorde histórico

Queijos – Em 2019, pelo terceiro ano consecutivo, o mercado global de queijo cresceu 2,3%, depois de dois anos de declínio, de acordo com o novo relatório do IndexBox.

Fonte: Dairy Industries – Tradução livre: Terra Viva
Mercado global de queijo chega a recorde histórico

O World-Cheese-Market Analysis, Forecast, Size, Trends and Insights  também detectou que o valor do mercado aumentou à taxa anual de 1,1% de 2012 a 2019, em bases consistentes, com poucas flutuações em alguns anos. O salto mais pronunciado foi em 2017, quando o valor do mercado aumentou 7,1% na comparação anual. No período estudado, o mercado global atingiu o seu maior nível em 2019.

Levando em conta o fechamento do setor hoteleiro, de recreação e catering em todo o mundo diante da pandemia, a queda na renda do consumidor e a disrupção na cadeia internacional de suprimento, a expectativa é de que o consumo de queijo fique estagnada em 2020. Espera-se um crescimento gradual do mercado quando a economia global for se recuperando dos efeitos da pandemia. A previsão é de que o mercado terá uma expansão anual de 0,6% até 2030, projetando um volume total de 27 milhões de toneladas no final da década.

Os Estados Unidos da América (6,1 milhões de toneladas) permanece como o maior consumidor mundial de queijo, respondendo por 24% do volume total. O consumo de queijo nos EUA é mais de duas vezes o segundo colocado, a Alemanha (3 milhões de toneladas). A terceira posição do ranking é ocupada pela França (1,6 milhões de toneladas), responsável por 6,4% do mercado.

De 2013 a 2019, a taxa média anual de crescimento em termos de volume nos EUA foi de 2,5%. Em outros países, as taxas médias são: Alemanha (4,4%) e França (+1,3%).

Em valores, o mercado dos EUA sozinho, responde por US$ 25,9 bilhões. A segunda posição do ranking é ocupada pela Alemanha (US$ 11,2 bilhões), seguida pela Itália.

Os países com os maiores níveis per capita de consumo em 2019 foram: República Checa (64 kg por pessoa/ano), Alemanha (37 kg por pessoa/ano) e França (25 kg por pessoa/ano).

De 2013 a 2019, a mais notável taxa de crescimento em termos de consumo per capita, entre os principais países consumidores, foi obtida pela República Checa, enquanto o consumo per capita entre outros líderes globais teve crescimento bem mais modesto.

Impulsionado pela demanda mundial de queijo, a expectativa é de que o consumo continuará crescendo na próxima década.

O volume total aumentou à média anual de 2,6% de 2013 a 2019.

Os países com os mais elevados volumes de produção de queijo em 2019 foram EUA (6,3 milhões de toneladas), Alemanha (3,5 milhões de toneladas) e França (1,9 milhões de toneladas), que juntos são responsáveis por 46% da produção global de queijo. Esses países foram acompanhados pela Itália, Polônia, Holanda, Argentina, Rússia, República Checa, Egito, Reino Unido e Canadá. Esse segundo bloco respondeu por 26% da produção mundial.

Em 2019, aproximadamente 7,1 milhões de toneladas de queijo foram importadas no mundo; crescimento de 3,5% em relação a 2018. O volume total importado cresceu à média anual de 2,7% de 2013 a 2019. O ritmo de crescimento foi mais acentuado em 208, com aumento de 4,2% em relação ao ano anterior. No período analisado, as importações atingiram o valor máximo em 2019 e espera-se que mantenham esse crescimento em um futuro próximo. Em termos de valor, as importações de queijos chegaram a US$ 32,3 bilhões, em 2019, segundo estimativas do IndexBox.

De 2013 a 2019, em termos de compras, entre os principais países importadores, a maior taxa de crescimento foi atingida pela Holanda, enquanto que outros países registraram taxas mais modestos. Em termos de valor, a Alemanha (US$ 4,2 bilhões) constitui o maior importador mundial de queijos, compreendendo 13% das importações globais. A segunda posição foi ocupado pelo Reino Unido (US$ 2,1 bilhões) com 6,5% do mercado global de importação. E no terceiro lugar vem a Itália, com 6,3%.

O preço médio das importações de queijo em 2019 foi de US$ 4.532/tonelada, com variação de -1,6% em relação ao ano anterior. No período estudado, o preço de importação de queijos registrou queda notável. A taxa de crescimento mais importante foi registrada em 2017, quando o preço médio de importação aumentou 11% ao ano. Durante o período de análise, os preços médios de importação atingiram o valor máximo de US$ 5.303 a tonelada em 2014; no entanto, de 2015 a 2019, os preços de importação não mais recuperaram o ímpeto.

Os preços variaram sensivelmente de acordo com o país de destino: o país com o preço mais alto foi os EUA (US$ 7.560/tonelada), enquanto a Arábia Saudita (US$ 3.362/tonelada) ficou entre os preços mais baixos.

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