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Especiais Selectus nº 6015

Os preços internacionais dos alimentos continuaram crescendo em outubro

Índices FAO – A FAO reduz a previsão para a produção mundial de cereais, mas a produção deste ano ainda deve atingir um recorde histórico.

Fonte: FAO – Tradução livre: www.terraviva.com.br
Os preços internacionais dos alimentos continuaram crescendo em outubro

Em outubro, as cotações mundiais dos alimentos continuaram subindo, e é o quinto mês consecutivo que o Índice FAO tem elevação, particularmente os índices dos cereais, açúcar, lácteos e óleos vegetais, segundo o novo relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O Índice FAO dos alimentos, que acompanham a evolução das cotações internacionais dos alimentos mais negociados, chegaram a 100,9 pontos em outubro de 2020, ou seja, aumento de 3,1% em relação a setembro e de 6% em comparação com outubro de 2019.

Os preços internacionais dos alimentos continuaram crescendo em outubro

O Índice FAO dos Cereais ganhou 7,2% em suas cotações em relação ao mês anterior e 16,5% na comparação com outubro de 2019. Esse aumento é atribuído, principalmente pelo preço do trigo, em um contexto onde as disponibilidades de exportação ficaram restritas, as condições da cultura na Argentina são adversas e a seca prolongada atrasou o plantio de inverno na Europa, América do Norte e região do Mar Negro. A pressão para elevação dos preços do milho, da cevada para ração animal, e do sorgo permaneceram em outubro, embora os preços do arroz tenham caído.

O Índice FAO dos óleos vegetais subiram 1,8% em outubro, atingindo o maior nível em nove meses, particularmente pela pressão nos preços do óleo de palma e de soja. Do outro lado, o preço do óleo de colza caiu ligeiramente diante das incertezas em relação à demanda na União Europeia (UE), decorrentes do agravamento recente da pandemia de Covid-19 que está atingindo a região.

O Índice dos preços do açúcar subiu 7,6% entre setembro e outubro, em decorrência das perspectivas de queda na produção no Brasil e Índia – os dois maiores produtores de cana-de-açúcar do mundo.

Ao contrário das outras categorias, o Índice FAO de carnes diminuiu 0,5% em outubro. Esta queda, que já vem ocorrendo há nove meses, se explica pela queda nas cotações da carne suína diante das contínuas restrições impostas pela China para as importações procedentes da Alemanha, dentre outras razões. Os preços da carne bovina e de aves também caíram, enquanto as cotações da carne ovina aumentou como reflexo de uma demanda interna estável e pouco oferta para exportação.

Os preços internacionais dos alimentos continuaram crescendo em outubro

Índice FAO dos Preços dos Lácteos

O Índice FAO dos Preços dos Lácteos subiu 2,2% entre setembro e outubro, atingindo 104,4 pontos, sendo o quinto mês consecutivo de aumento, e estando 3,6 pontos (3,5%) acima do Índice de outubro de 2019.. Em outubro houve aumento das cotações de todos os produtos lácteos acompanhados. A mais forte elevação ocorreu nas cotações dos queijos, seguindo pelo leite em pó desnatado, o leite em pó integral e por último a manteiga. O crescimento dos preços em outubro refletiu a contração do mercado para entregas de curto prazo, para sustentar a forte demanda de importação da Ásia e do Oriente Médio, em meio às expectativas de menor disponibilidade de exportação da Oceania no final deste ano, quando a produção diminui sazonalmente. Além disso, aumentou a demanda interna para entregas futuras na Europa, onde a produção de aproxima do menor nível sazonal, contribuindo para um restrito mercado spot e fortalecimento dos preços.

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