Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul – Relatório 45 de 05/11/2020
Leite/América do Sul – A produção de leite encontra-se estagnada depois do pico atingido duas semanas atrás, na maior parte das bacias leiteiras da América do Sul, particularmente na Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e sudeste do Brasil.

Chuvas esparsas aliviaram as condições secas na região sul do continente. É importante observar, que as chuvas ajudaram a melhorar a qualidade das forragens em muitas bacias leiteiras. Ao nível da indústria, os volumes de leite/creme estão mais que adequados em muitos países do Cone Sul, com exceção do Brasil.
Como mencionado no relatório anterior, dada a recente seca prolongada, a produção de leite no Brasil está abaixo dos níveis verificados no ano passado. Entretanto está iniciando uma recuperação com as chuvas proporcionadas pelo fenômeno La Niña, que vem aliviando as condições de seca no Brasil.
O fenômeno, no entanto, provoca seca na Argentina e Uruguai. Vale ressaltar que até agora, neste ano, a produção de leite na Argentina e no Uruguai está bem acima dos níveis do ano anterior, principalmente devido às condições climáticas favoráveis nos nove primeiros meses do ano. No entanto, poucas chuvas e altas temperaturas são esperadas para o final do ano.
Em resumo, a oferta de leite na Argentina e Uruguai é adequada, mas insuficiente no Brasil. A produção de leite engarrafado, queijo, iogurte e leite condensado está intensa à medida que se aproximam as festas do final do ano. A demanda no varejo por leite fluido e queijos é bastante forte, mas descrita como fraca nos restaurantes, já que os serviços de alimentação continuam lutando com as restrições impostas pelo Covid-19.
















