GPA amplia seu compromisso com o bem-estar animal
GPA /Bem-estar animal - Ter o direito de expressar os seus movimentos naturais, inerentes a sua espécie; não ser mutilado, nem muito menos confinado a um espaço que se restringe ao tamanho do seu corpo, sem poder fazer nenhum tipo de movimento.

É assim que muitas aves, porcos e bois são tratados por algumas empresas no Brasil, mas isso precisa e pode mudar, com atitudes como a do GPA, que anunciou hoje (dia 11) o compromisso público de por um fim à comercialização de ovos de galinhas submetidas ao confinamento nas gaiolas de todas as suas operações no Brasil, por exemplo.
Até 2028, todas as bandeiras do grupo (Pão de Açúcar e Extra) completarão essa transição e passarão a vender somente os ovos de galinhas criadas em sistemas livres. Isso será válido tanto para as marcas próprias quanto para os fornecedores terceirizados.
Além do compromisso com o bem-estar animal no fornecimento de ovos e frangos, a medida também se estende ao tratamento de bovinos e suínos, tornado o GPA a primeira companhia do varejo alimentar brasileiro a assumir um compromisso transversal, que abrange as quatro principais cadeias de alimentos de proteínas animais in natura no País, para as marcas Pão de Açúcar e Extra.
“O varejo é o elo e conexão entre fornecedores e clientes. Por isso, temos a preocupação de desenvolver novas práticas junto à cadeia de abastecimento para construir um futuro que potencialize os impactos positivos e reduza os negativos. Nesse sentido, estamos há mais de quatro anos construindo coletivamente diversas ações e políticas para guiar o trabalho do GPA e também contribuir com o aumento da oferta de produtos e da conscientização dos clientes sobre processos produtivos que contemplam o bem-estar animal”, explica Susy Yoshimura, diretora de Sustentabilidade do GPA.
Para atender aos compromissos públicos anunciados, o GPA está sensibilizando e conscientizando os seus fornecedores para que se adequem aos seus objetivos, dentro dos prazos estabelecidos, unindo esforços entre todos os envolvidos. Confira os detalhes sobre os compromissos da companhia, em cada uma das cadeias de proteína animal:
Ovos de galinhas: em 2017 o GPA estipulou o compromisso de comercializar 100% dos ovos de Marcas Exclusivas (Qualitá e Taeq),provenientes da criação de galinhas sem gaiolas, até 2025. Agora, a meta foi expandida para todas as demais marcas comercializadas no Extra e no Pão de Açúcar. Dessa forma, 100% dos ovos vendidos nas duas redes serão provenientes da criação de galinhas livres de gaiolas, até 2028.
Para isso, a companhia pretende estabelecer algumas frentes de atuação como: o desenvolvimento de fornecedores, a atuação junto aos demais atores da cadeia, a conscientização dos consumidores e o abastecimento das lojas. Como resultado, o GPA aumentou o abastecimento dos ovos de galinhas livres de gaiolas nas lojas Extra e Pão de Açúcar para 98,2% em 2019, e o percentual dessas categorias para 30% do total de ovos Marcas Exclusivas, comercializados nas redes.
Suínos: a comercialização da carne suína priorizará o bem-estar animal, migrando para a gestação coletiva, em ambientes com enriquecimento ambiental, a partir de 2028, e com o número máximo de dias nas individuais. O compromisso será válido para 100% das marcas comercializadas nas lojas Extra e Pão de Açúcar.
E para garantir a boa saúde e os altos níveis de qualidade de vida dos animais, com condições físicas e psicológicas adequadas, o compromisso inclui também o controle rigoroso das boas condições ambientais das granjas, onde os animais possam expressar os seus comportamentos naturais; a exigência da substituição de práticas de mutilações que conferem dor e sofrimento e o monitoramento do uso racional de antibióticos.
Carne Bovina: 100% da carne bovina de Marcas Exclusivas, comercializadas no Extra e no Pão de Açúcar, já contam com rastreabilidade, desde a origem e com acompanhamento socioambiental. E, adicionalmente a este trabalho, a meta da rede Pão de Açúcar é que até 2025, 100% dos fornecedores das demais marcas assumam publicamente seus compromissos sobre o bem-estar animal.
Frangos: até 2028, 100% dos produtos das marcas exclusivas Qualitá e Taeq terão que atender as tendências globais que serão detalhadas na política de bem-estar animal do GPA. Em relação às demais marcas, a rede Pão de Açúcar assume o compromisso de dobrar a participação das vendas de produtos provenientes de cadeias produtivas que valorizam o bem-estar animal.
Curiosidades
O compromisso do GPA é um marco histórico na luta pelos direitos dos animais no Brasil. Conforme o levantamento da ONG Mercy For Animals (MFA) estima-se que essa nova diretriz assumida pela companhia pode impactar até 5,7 milhões de galinhas por ano no País, por exemplo. Por isso, a novidade também é um marco para o varejo brasileiro, já que o GPA é o último dos três maiores grupos varejistas do País a se comprometer publicamente com a mudança na comercialização de ovos - o Grupo Carrefour e o Grupo Big (ex-Walmart) anunciaram compromissos semelhantes em 2018.
Esse compromisso veio a público um pouco mais de duas semanas depois que o Grupo Mantiqueira, líder no segmento de avicultura na América Latina, anunciou que não construirá novas granjas no sistema convencional de produção e chegará à marca de um milhão de galinhas livres de gaiolas, até o final de 2021, alcançando dois milhões até 2025.
No caso da indústria de ovos no Brasil é comum que hoje os fornecedores mantenham as galinhas presas e com isso, elas sofram lacerações ou acabem tendo seus membros mutilados no aramado das gaiolas ou sob as bandejas de ração, ao ponto, por exemplo, de morrem e serem encontradas em decomposição, no meio das galinhas que estão botando ovos para o consumo humano.
Porém, um estudo da Delacon sobre o comportamento dos jovens brasileiros, realizado em janeiro deste ano, já aponta que os millennials do País têm um nível extremamente elevado de consciência alimentar. Quase dois terços deles revelaram ser muito cuidadosos com o que comem: 8 em cada 10 millennials consideram importante priorizar os ovos e aves de marcas que seguem "boas práticas de bem-estar animal" e criam os animais "de maneira sustentável", "de maneira a reduzir o impacto ambiental" e "sem utilização de antibióticos".
Foto de capa: monicore por Pixabay
















