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Chile – Fedeleche analisa ameaças e oportunidade para o setor lácteo na Assembleia Anual da Fepale

Lácteos Chile – O presidente da Federação Nacional dos Produtores de Leite do Chile (Fedeleche), Eduardo Schwerter, disse esperar que depois da pandemia seja mantido o crescimento do consumo de produtos lácteos registrado no país.

Fonte: DiarioLechero – Tradução livre: www.terraviva.com.br
Chile – Fedeleche analisa ameaças e oportunidade para o setor lácteo na Assembleia Anual da Fepale

Com o apoio de parceiros chilenos da Federação Panamericana de Leite (Fepale), o presidente da Fedeleche apresentou um relatório sobre a situação atual do setor lácteo chileno, assim como as ameaças e as oportunidades aguardadas no pós pandemia do Covid-19, durante a 28ª Assembleia anual da Fepale.

A Assembleia reuniu delegações de vários países: Argentina, Bolívia, Brasil, Costa Rica, Colômbia, Chile, Cuba, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Uruguai. Também estiveram presentes o Departamento de Estatísticas e Políticas Agrárias do Chile (Odepa), o Consorcio Lechero, a cooperativa Cólun e a Fedeleche.

Em sua fala, o representante dos produtores de leite do Chile disse que deve ser foco da política pública garantir que a cadeia de comercialização de alimentos funcione normalmente, destacando o permanente contato entre as autoridades ministeriais, entidades de classe e organizações do setor para analisar a situação de abastecimento, entre eles, os lácteos.

Junto com isso, lembrou que foi decretada a agricultura como uma atividade essencial, permitindo o funcionamento normal das cadeias agroalimentares. Foram elaborados e difundidos protocolos sanitários para fortalecer as medidas de proteção de todos aqueles que participam na produção de alimentos com o objetivo de não interromper o fornecimento.

“Como cadeia fomos uns dos primeiros a apresentar e trabalhar com as autoridades estes protocolos já que adotamos diversos procedimentos, e reforçamos os cuidados sanitários que já temos dentro da cadeia láctea”, destacou Schwerter.

Com a ajuda do Estado, entregamos 5,5 milhões de cestas básica, nas quais estavam incluídas 900 gramas de leite em pó, enquanto com o Ministério da Educação entregamos (lanches e almoços) 19 milhões de cestas a 1,8 milhões de estudantes, contendo produtos lácteos e bebidas lácteas.

Efeitos da pandemia

No início da pandemia (março, abril), destacou Schwerter, houve elevadas compras de produtos menos perecíveis. O consumidor diante das incertezas aumentou o consumo doméstico, com alta demanda de leite fluido, mas também, e paralelamente, diminuiu de forma considerável a demanda do canal Horeca (Hotéis, restaurante e catering). Felizmente não houve desabastecimento em nenhum elo da cadeia de produtos lácteos, segundo destacou o presidente da Fedeleche.

Durante a pandemia (maio-novembro), ao começar o isolamento mais severo, com quarentenas nas grandes cidade e ao nível de comunidades de todo o país, o transporte de insumos, produtos e manejo de pessoal ficou difícil, principalmente na indústria, mas a situação foi resolvida rapidamente com a adoção de protocolos e permissões outorgadas a distintas áreas de produção de alimentos, permitindo o funcionamento, apesar das quarentenas e cordões sanitários, entre outras medidas restritivas. A comercialização foi normalizada e inclusive foi registrado uma alta demanda de produtos lácteos, com crescimento em certos produtos, como queijos, especialmente queijos gourmet, disse Schwerter.

Em relação à projeção para depois da pandemia, disse esperar que se mantenha o crescimento no consumo de produtos lácteos, o restabelecimento do canal Horeca e que os consumidores fiquem conscientes das propriedades nutritivas do leite e dos produtos lácteos.

Perspectivas

Esta valorização dos lácteos entre os consumidores nacionais quanto às suas virtudes nutricionais que permitam reforçar o sistema imunológico das pessoas, particularmente no contexto da pandemia, o que pode representar uma boa oportunidade para elevar o consumo doméstico, disse Schwerter.

Em relação às ameaças, um elemento a ser levado em consideração é o aumento exagerado das importações por sem que haja recuperação das economias e dinamismo no consumo interno à medida que a produção aumenta, podendo gerar excedentes que irão pressionar o mercado internacional.

Schwerter disse que uma segunda onda representa outra ameaça que deve ser monitorada,  pois o seu efeito dependerá da magnitude.

Acesse aqui a matéria na íntegra 

Foto de capa: Pixabay.com

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