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América Latina – Cepal projeta queda de 7,7% na economia, pior crise dos últimos 120 anos

Cepal – A Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) divulgou suas projeções para a região, que, apesar das revisões, sofrerá uma contração de 7,7% em 2020.

Fonte: Fonte: Nodal - Tradução livre: www.terraviva.com.br / Foto de capa: Unsplash
América Latina – Cepal projeta queda de 7,7% na economia, pior crise dos últimos 120 anos

De acordo com os dados da Cepal, a região está em sua pior crise dos últimos 120 anos, registrando uma taxa de desemprego que deverá chegar a 10,7%.

O mais recente boletim da entidade especializada da Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que “se compararmos diferentes indicadores sanitários, econômicos, sociais e de desigualdade, a América Latina e Caribe é a região mais atingida do mundo emergente”, embora tenha reduzido as más notícias, já que em julho projetava uma recessão de 9,1% e desemprego de 13,5%.

Os países mais afetados são Venezuela (-30%); Peru (-12,9%) e Panamá (-11%), enquanto que no meio e final da tabela estão ilhas do Caribe (-7,9%), Haiti (-3%), Guatemala (-2,5%) e Paraguai (-1,6%).

Com quase 14,2 milhões de contágios por Covid-19 e mais de 475.000 mortos, a América Latina tem sido, durante meses, um dos principais focos mundiais da pandemia e Brasil, México e Argentina alguns dos países mais afetados do mundo.

A maior parte da região já se encontra fora do confinamento e com suas atividades econômicas em andamento, mesmo que haja o temor de uma nova onda (em alguns países seria uma terceira onda e em outros nem saíram da primeira) depois das festas do fim de ano que poderá obrigar a impor novas quarentenas.

Para 2021, a Cepal calcula uma recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) da região, de 3,7%, um crescimento que “somente permitirá recuperar 44% da perda do PIB de 2020” e poderá piorar em função de como irá evoluir o processo de vacinação, assim como as políticas monetárias expansionistas e fiscais dos distintos países.

As consequências econômicas e sociais da pandemia foram ampliadas pelos problemas estruturais que a região arrasta de forma histórica, e a recuperação do nível do PIB de antes da crise “será lenta e só deve ser alcançada em 2024”, diz o boletim.

A região, com 626 milhões de pessoas e considerada a mais desigual do mundo, enfrentou a pandemia em um momento de debilidade econômica, com um crescimento de apenas 0,1% em 2019. Pelas projeções da Cepal, antes mesmo da pandemia do Covid-19, estava previsto em 1,3% em 2020.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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