Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul – Relatório 3 de 22/01/2021
Leite/América do Sul – Depois de algumas semanas secas, chuvas moderadas retornaram nas principais bacias leiteiras e zonas agrícolas do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Essas precipitações beneficiaram o desenvolvimento do milho, da soja e aumentaram a umidade do solo.

Apesar disso, o clima chuvoso prejudicou a produção de leite em algumas regiões por questões sanitárias. Entretanto, relatos de mastite são raros na maioria das fazendas leiteiras. Várias unidades estão produzindo menos leite do que o normal. As altas temperaturas do verão trazem desconforto para as vacas, que acabam diminuindo a produção.
Os preços atraentes da carne bovina incentivam alguns produtores de leite a venderem parte do rebanho para corte, reduzindo o tamanho dos rebanhos leiteiros.
Com a maioria das escolas fechadas, mais leite industrial de consumo foi transferido para a produção de queijo, iogurte e leite condensado. No entanto, de um modo geral, a oferta de leite tem sido menor do que a necessidade de processamento. A oferta permanece limitada, enquanto a demanda por manteiga/creme se fortalece, notadamente os fabricantes de sorvetes e sobremesas congeladas. No setor de processamento de alimentos, a demanda por leite e creme é limitada, diante das medidas de isolamento adotadas para evitar a proliferação da Covid-19. No varejo, entretanto, a demanda por produtos lácteos permanece grande.


















