Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Globalização E Mercosul Selectus nº 6061

Economistas alertam para piora da desigualdade com a pandemia

Desigualdade - A pandemia tem o potencial de aumentar a desigualdade econômica na maioria dos países ao mesmo tempo. Atinge com mais força pobres, mulheres e negros. Os muito ricos recuperaram suas perdas em nove meses, enquanto os mais pobres do planeta levarão 14 anos para repor seus prejuízos.

Fonte: Fonte: Valor Econômico | Foto de capa: Pixabay
Economistas alertam para piora da desigualdade com a pandemia

Estas são as principais mensagens do relatório “O Vírus da Desigualdade” que a Oxfam lança hoje no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. “O vírus mostra a profundidade da desigualdade e como se reflete na recuperação da pandemia”, diz Katia Maria, diretora-executiva da Oxfam Brasil.

A ONG realizou uma pesquisa com 295 economistas de 79 países como a indiana Jayati Ghosh, o americano Jeffrey Sachs e o francês Gabriel Zucman. Entre os entrevistados, 87% acreditam que a desigualdade de renda aumentará em seus países e isso inclui economistas de 77 dos 79 países da pesquisa. Mais da metade diz que a desigualdade de gêneros irá crescer e dois terços têm a mesma opinião para a desigualdade racial.

“A leitura dos economistas é que o vírus não vai passar impune em todos os países”, diz Katia Maia. “O vírus mostra as profundidades da desigualdade e como isso se reflete na recuperação da pandemia”.

A Oxfam usa uma variedade de dados para montar o relatório - projeções do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), por exemplo. Para este estudo os pesquisadores usaram a lista anual do patrimônio líquido dos bilionários no mundo publicada pela Forbes em março de 2020 e a atualização de 30 de novembro e 31 de dezembro.

As mil pessoas mais ricas do mundo recuperaram todas as perdas que tiveram durante a pandemia entre fevereiro e novembro de 2020. Se em fevereiro de 2020 os mais ricos tinham 100% de suas fortunas, em março a riqueza caiu para 70%. Em novembro, contudo, haviam recuperado o prejuízo. O que levou nove meses agora demorou cinco anos na crise financeira de 2008, compara o texto.

Os bilionários acumularam US$ 3,9 trilhões entre 18 de março e 31 de dezembro e a riqueza total do grupo soma US$ 11,95 trilhões. É o equivalente ao que os governos do G 20 gastaram para enfrentar a pandemia, diz o estudo.

As mulheres, que têm a maioria dos empregos mais precários, perderam renda pelo impacto da pandemia. “Se tivessem o mesmo nível de representação que os homens nesses empregos, não estariam mais sob o risco de perder renda ou empregos”, diz o relatório.

O estudo evidencia realidades duras. “Nos Estados Unidos, 22 mil negros e hispânicos estariam vivos se tivessem a mesma taxa de mortalidade por covid-19 que os brancos”. As taxas de contaminação e mortes são maiores em áreas pobres na França, Espanha e Índia. Na Inglaterra, estes índices são o dobro nas regiões mais pobres comparadas com as mais ricas.

“A desigualdade extrema não é inevitável, mas uma escolha política”, diz o estudo. “É preciso pensar não só em controlar gastos, ter PIB, fazer ajustes fiscais, mas pensar em dar empregos dignos e em uma economia mais inclusiva e com menos impactos ambientais”, diz Katia Maia. “No Brasil, por exemplo, isso significa fazer uma reforma tributária que trate diferente quem ganha diferente, segue. “O auxílio emergencial é uma questão humana, mas também econômica, que teve impacto positivo”. 

Acesse aqui a matéria completa

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients