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Especiais Selectus nº 6062

China – Nova estratégia para os lácteos com o foco em P&D   

Lácteos/China – O governo chinês anunciou uma nova estratégia a ser desenvolvida por três anos para a indústria de laticínios, com forte ênfase em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), assim como controles mais rigorosos para afastar qualquer preocupação que ainda persista em relação à segurança alimentar e recuperar a reputação do setor.

Fonte: Fonte: Dairy Reporter – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Unsplash
China – Nova estratégia para os lácteos com o foco em P&D   

A estratégia, chamada de “Dairy Product Quality and Safety Enchancement Action Plan” foi anunciado pela Administração Estatal da China de Regulamentação do Mercado (SAMR) e é mais uma das tentativas do país para motivar os consumidores locais a aumentar o consumo de lácteos, incluindo diretrizes de consumo para o ano.

“Embora a qualidade e segurança dos produtos lácteos tenha aumentado nos últimos anos, esta estratégia foi formulada porque persistem problemas que assolam a indústria de laticínios para que atinja o máximo potencial”, diz o SAMR em um comunicado.

“Esses problemas incluem a falta de capacidade de pesquisa independente no setor privado, levando à baixa competitividade, e pouca segurança alimentar que também continua a afetar a reputação da indústria. A meta dessa nova estratégia a ser implementada até 2023, é direcionar essas áreas problemáticas e atingir os objetivos de um sistema otimizado de regulamentação e padrões de segurança e qualidade leiteira, com capacidade de supervisão aperfeiçoada de modo que 100% de todos os problemas do setor lácteo possam ser detectados e retificados de forma pontual. Outro objetivo para as indústrias de laticínios inclui 100% de autoinspeção para ter 100% de eficiência na segurança alimentar, e 100% de detecção de riscos, com adoção de sistemas de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (HACCP)”.

A estratégia destacou os planos do governo para revisar as atuais normas e regulamentos para a indústria de laticínios, em particular, na área de segurança alimentar, para construir um sistema de regulamentação mais científico e preciso.

“Haverá revisão do padrão nacional de segurança de alimentos para o leite cru, leite esterilizado, leite pasteurizado e fórmulas infantis, assim como a formulação e melhoria das tecnologias de processamento e padrões de testes”, diz o SAMR.

Outro aspecto que a agência está olhando explora  a ‘governança social’ – essencialmente um sistema que irá recompensar denunciantes ou qualquer pessoa que descobrir ‘perigos ocultos para a segurança alimentar’ e apontá-los.

“Uma das principais medidas que consideraremos fortalecer para os produtos lácteos e o monitoramento da segurança é promover ativamente a co-governança social – isso incluirá a abertura de canais para reclamações e denúncias e o aumento das recompensas para tais denúncias. A ideia é estimular todos os setores da sociedade, especialmente o pessoal interno ao setor lácteo, a mídia e os consumidores a relatarem ou fornecer informações sobre a qualidade dos produtos lácteos e problemas relacionados à segurança alimentar. Também relatar atividades ilegais das empresas, e incentivar as indústrias a recompensar funcionários que detectarem pontos de controle críticos que representem perigo e possam prejudicar a reputação do setor”.

P&D como um dos principais objetivos

Ao fortalecer a capacidade de pesquisa da indústria, o governo pretende fornecer mais orientação para que as empresas de laticínios conduzam melhor seus projetos de P&D, tanto em termos de inovação de produtos quanto na utilização de tecnologias.

Redução de impostos para produtos lácteos

Além disso, para fortalecer a indústria de laticínios, o governo chinês anunciou recentemente, redução ou remoção de impostos sobre a importação de certos produtos – inclusive do setor lácteo – em um esforço para aumentar as importações e o abastecimento local.

De acordo com documentos divulgados pela Comissão de Tarifas Alfandegárias da China, essas tarifas seriam ainda mais baixas do que aquelas proporcionadas a Nações Preferenciais, e os países beneficiados da região incluem Nova Zelândia, Austrália, Coreia do Sul e Paquistão, com base em acordos bilaterais.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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