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Especiais Selectus nº 6065

Agricultores escolhidos pelos consumidores como o grupo de maior confiança no setor de alimentos

Alimentos sustentáveis – A confiança do consumidor no setor de alimentos aumentou ao longo da pandemia de Covid-19, revela um novo relatório da maior empresa europeia de inovação alimentar.

Fonte: Fonte: Dairy Industries – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: CC Search BY 2.0
Agricultores escolhidos pelos consumidores como o grupo de maior confiança no setor de alimentos

O relatório da  EIT Food Trust entrevistou 19.800 consumidores de 18 países europeus para medir a confiança nos alimentos. O estudo foi conduzido pela parceria de acadêmicos pan-europeus incluindo a University of Reading, o Conselho Europeu de Informação sobre Alimentos (EUFIC), a Universidade de Aarhus, KU Leuven, e a Universidade de Varsóvia.

O relatório mostra o aumento de 3% na confiança que o consumidor tem no setor de alimentos como um todo, e de 8% nos alimentos em particular.  

Dentre todos os participantes do setor de alimentos, os agricultores contam com dois terços (67%) da confiança dos consumidores europeus. Apenas 13% não confiam.

Os varejistas constituem o outro grupo mais bem avaliado, com 53% dos consumidores expressando sua confiança – um aumento de 7% em relação a 2018, potencialmente associado à pandemia de Covid-19 e a gratidão sentida por alguns ao setor, por manter o abastecimento e acesso aos alimentos.

A confiança nas agências governamentais e nos fabricantes de alimentos, no entanto, ficou para trás, com menos da metade dos consumidores em todos os países (47% e 46%, respectivamente) acreditando nesses grupos. Enquanto isso, mais de um quarto dos consumidores (29% e 26%) desconfiam ativamente das autoridades governamentais e dos fabricantes, respectivamente.

No Reino Unido, os consumidores consideram que a indústria de alimentos desempenha um papel mais solidário do que outros europeus, e 72% deles acreditam que os agricultores agem no interesse público, em comparação com a média Europeia que é de 56%.

O mesmo acontece com os varejistas. Cerca de 61% dos consumidores britânicos concordam que eles estão atentos às preocupações do público e 55% acreditam que suas ações são voltadas ao interesse público, em comparação com a média da Europa toda que é de 44% e 41%, respectivamente.

Quando se trata de confiança nos alimentos, os consumidores acreditam que a segurança em geral melhorou, aumento de 8% em relação a 2018, para aqueles que concordam que os alimentos em geral são seguros, passando para a média geral de 55%. No Reino Unido, esse quesito sobe para 74%.

Em relação à saúde, no entanto, apesar de 71% dos consumidores afirmarem que escolhem opções saudáveis quando podem, menos da metade deles (43%) acreditam que de um modo geral os alimentos não são saudáveis. Ao mesmo tempo 4 em 10 (40%) confiam que os alimentos que compram são, em geral, autênticos, e não são falsificados ou artificiais.

Da mesma forma, apenas 3 entre 10 pesquisados (30%) acreditam que os alimentos são produzidos de forma sustentável (ou seja, ambientalmente amigável, utilização responsável, ética e eficazmente dos recursos), em comparação com 42% que consideram a produção insustentável.

Isso está em desacordo com os valores dos consumidores europeus, pois mais de três quartos deles (76%) se sentem na obrigação moral de usar produtos ambientalmente amigáveis, enquanto 60% disseram que quando podem, eles compram bens sustentáveis em detrimento de outras ofertas – demonstrando claramente que a demanda do consumidor é por produtos orgânicos.

O professor Kalus Grunert, do Departamento de Gestão da Aarhus University disse: “Como a população mundial deverá ser de 10 bilhões de habitantes em 2050, precisamos de tecnologias inovadoras e abordagens colaborativas da fazenda à mesa para ter alimentos acessíveis e saudáveis produzidos de maneira sustentável. O relatório da EIT Food Trust mostra que existem oportunidades evidentes para a indústria de alimentos demonstrar como agir no interesse público e ir de encontro à demanda do consumidor no que se refere à saúde e sustentabilidade”.

Saskia Nuijten, diretora de Comunicação e Engajamento Público da EIT disse: “Os eventos de 2020 mostraram a muitos consumidores como nossa infraestrutura de alimentos é fundamental, desde manter os produtos nas prateleiras dos supermercados até avaliar os impactos ambientais da produção. Ao construirmos nossa recuperação econômica no próximo ano, é fundamental aproximar os consumidores com o setor de alimentos para melhorar a alimentação de todos.

“Em última análise, para criar um sistema alimentar adequado no futuro, devemos colocar os consumidores no centro do desenvolvimento, produção, distribuição e promoção de alimentos. Muitos de nossos projetos na EIT Foods trabalham diretamente com os consumidores para aumentar a transparência, possibilitando escolhas alimentares saudáveis e sustentáveis”.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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