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Especiais Selectus nº 6082

Uruguai – ANPL projeta criar um fundo anticíclico para o leite

Garantias/UR – Walter Frisch, presidente da Associação Nacional dos Produtores de Leite (ANPL) disse que este fundo “injetaria entre dois e três centavos às margens do litro de leite”, melhoraria os preços internacionais e aumentaria a produção.

Fonte: Fonte: El Observador – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: CC Search CO 1.0
Uruguai – ANPL projeta criar um fundo anticíclico para o leite

A diretoria da ANPL pediu aos legisladores Pablo Lanz e Juan Moreno a criação de um fundo anticíclico para o leite, que seja administrado pela diretoria do Fundo de Financiamento e Desenvolvimento Sustentável da Atividade Leiteira (Ffdsal).

O projeto terá uma visão de longo prazo, com projeção de 15 anos e seria constituído com uma parte do Fundo de Garantias Leiteiro (Fogale) e do Ffdsal.

Walter Frisch, presidente da associação, explicou a El Observador que este novo fundo “tomaria parte significativa do que é hoje o Fogale vinculado ao leite tabelado e partes do Ffdsal”, e que “aumentaria entre dois e três centavos à margem do litro de leite”.

Na reunião com os legisladores também esteve presente a diretoria da Conaprole.

Disse que a cooperativa recebeu bem o projeto. “Do ponto de vista da indústria, tudo o que melhora o preço do leite é bom, mas eles avaliaram a iniciativa também do ponto de vista dos produtores que são. É uma ferramenta legítima”.

A ANPL apresentará a proposta no encontro com outras entidades que representam os produtores e a diretoria do Instituto Nacional do Leite (Inale).

Frisch disse que escutaria as demandas da diretoria, “porque 2020 passou sem medidas ou mudanças a nível de produtores”.

Solução “legítima”

A ANPL entende que o fundo anticíclico leiteiro é “uma solução legítima, sem pedir nada em troca”. Ajudaria a melhorar os preços internacionais do leite e daria melhores condições que se traduziriam em maior produção de leite.

O presidente da entidade assegurou que o aumento na produção seria benéfico para a economia das indústrias, “que hoje estão deficitárias em leite”.

Também comentou que parte da “crise” que existe no elo industrial da leiteria, se deve à carência de leite, acrescentando que a ANPL entende que o Uruguai tem uma capacidade ociosa no processamento de leite. “Hoje estamos com 4 milhões por dia, quando temos capacidade para processar 10 milhões de litros por dia”, acrescentou.

Já em relação ao Fogale, a ANPL avalia que foi trabalhado para ampliá-lo “sem êxito”, e que os produtores de leite não querem acessá-lo porque entendem que “não precisam de mais créditos para continuar operando, mas sim, de mais receita”.

Outras questões preocupantes

Na reunião com os legisladores, outros temas relevantes também foram discutidos. “Estamos preocupados porque as questões realmente relevantes não estão sendo atendidas, que vão desde a segurança dos nossos mercados, a relação nos mercados internacionais e a falta de competitividade com o declínio dos produtos e da indústria”, finalizou Frisch.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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