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Especiais Selectus nº 6086

“Melhor apertar os cintos”

Preços/NZ – O resultado do último leilão da Fonterra, o Global Dairy Trade (GDT), é reflexo da demanda chinesa, distorcida pelas previsões de queda na produção do hemisfério Norte, e atraso das entregas. Os preços foram, nitidamente, mais elevados. ‘O que sobe, quase inevitavelmente volta a cair’, no caso dos preços dos lácteos, certamente, não é o caso, ainda.

Fonte: Fonte: interest.co.nz – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: CC Search BY-SA 2.0
“Melhor apertar os cintos”

O último GDT quebrou recordes recentes com o tamanho do aumento, 15% para o Índice geral e um colossal 21% para o leite em pó integral (WMP).

Isto levou a cotação do WMP para US$ 4.362/tonelada, o que em moeda local representa NZ$ 6.000/tonelada. O surpreendente foi a diferença em relação ao leite em pó desnatado (SMP), que subiu apenas 3,5%. Antes deste evento, o SMP estava no encalço do WMP.

A China, novamente, foi o principal impulsionador do aumento. O banco ASB avalia que eles podem estar com um desabastecimento pontual e precisavam refazer estoques. Se este for o caso, a correção virá no próximo leilão.

A Fonterra ficará sob pressão para rever seus indicadores. No entanto, é prudente aguardar por, pelo menos, um par de eventos.

Um dos efeitos inevitáveis é que quando o preço dos sólidos do leite sobe, torna-se mais difícil para a Fonterra adicionar valor às suas operações e apresentar ganhos similares, uma vez que o custo do leite cru irá impactar nos lucros. Portanto, se persistir o aumento do preço do WMP, será iniciada uma luta com a divisão de “Ingredientes” da Fonterra.

Os resultados da manteiga e do queijo refletiram os lockdowns do Covid-19. A manteiga subiu um pouco mais devido ao crescimento do consumo doméstico, com as pessoas cozinhando mais em casa, enquanto o queijo sofre as consequências do fechamento dos restaurantes.

O preço das ações da Fonterra também seguiu a tendência de alta, chegando a NZ$ 5,03 no início da semana, e agora se acomodando em NZ$ 4,99. Esta é a maior cotação desde agosto de 2018.

Vale a pena destacar a análise do banco ASB: “Acrescente outros fatores, como a temporada de produção do Hemisfério Sul indo para a baixa sazonal, o clima adverso no Hemisfério Norte reduzindo a previsão de produção, congestionamento em portos e atrasos de navios em todo o mundo, procedimentos demorados por medidas de proteção contra o Covid-19 para produtos enviados para a China, além do interesse chinês em manter estoques de segurança de alimentos em geral..., tudo isso junto torna mais compreensível a corrida para o GDT – cabendo destacar, no entanto, que pode ser o prenúncio de volatilidade. Melhor apertar os cintos”.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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