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Negócios Selectus nº 6092

As principais tendências para esta Páscoa

Páscoa - Os quase 29 anos de carreira do convidado da nossa entrevista de ontem (dia 9), Luís Ferrero, diretor de vendas e head de trade confectionery da Nestlé Brasil, não deixam dúvidas: a Páscoa deste ano está sendo tão surpreendente quanto a do ano passado, já que ninguém esperava que a Covid-19 fosse se agravar novamente, depois de um ano.

Fonte: Fonte: Super Varejo | Foto de capa: Pixabay
As principais tendências para esta Páscoa

“É claro que todos nós sofremos com os impactos causados pela pandemia, desde 2020, mas ao longo desse tempo também obtivemos muitos aprendizados. Evoluímos em nossos processos, aceleramos nossas linhas de fabricação, colocamos mais intensidade nas ações do e-commerce e no final, se por um lado as vendas dos ovos de Páscoa do ano passado foram abaixo do que planejamos, pelo outro, quando somamos as vendas dos demais chocolates, como um todo, compensou”, descreve o executivo, acrescentando: “o mercado de autosserviço e os atacarejos, por exemplo, também tiveram um ganho porque a Páscoa até então era dividida entre os produtos vendidos pela indústria e pelas boutiques, que em contrapartida sofreram muito mais por contas dos shoppings ficarem fechados na Páscoa do ano passado”.

Ou seja, se por um lado o mercado encolheu, pelo outro é preciso considerar que o consumidor vem se permitindo comprar cada vez mais indulgências, como forma de aliviar a tensão vivida atualmente, proporcionado para si mesmo maiores momentos de prazer. Por isso, a Nestlé tem aproveitado para acelerar cada vez mais suas novas linhas de produção de chocolates e biscoitos.

“Precisamos acreditar no nosso potencial de consumo. Afinal, o brasileiro tem um potencial muito grade, ao ponto de todas essas categorias do setor continuarem crescendo. Portanto, é preciso acreditar também nessa magia da Pácoa, como sempre acreditamos. Até porque ela movimenta também os supermercados, a indústria do vinho, as vendas de bacalhau e azeite”, ressalta Ferrero.

O que esperar desta Páscoa?

Certamente os formatos menores e, no caso da Nestlé, o desaparecimento cada vez maior do plástico utilizado em brinquedos, por exemplo, são algumas das tendências. Tudo como forma de manter sua meta de sustentabilidade contínua para os próximos anos.

“Estamos planejando ter uma Páscoa de igual tamanho, como no ano passado, que foi relativamente ‘morna’, sem projeção de crescimento em volume, com cerca de 9 milhões de ovos de Páscoa distribuídos para mais de 200 milhões de brasileiros; sem grandes promoções de última hora, para evitar aglomerações”, explica o executivo.

Além disso, a companhia aposta também nas vendas do e-commerce. “Sabemos que as famílias não vão se reunir este ano, mas na compra online eu posso comprar um ovo de Páscoa, por exemplo, e pedir para entregá-lo na casa que desejo presentear, sem precisar ir pessoalmente. Ainda apostamos nessa magia”, defende.

Já em termos de lançamentos e novidades, a empresa vinha reduzindo a participação dos ovos grandes do seu portfólio e pretende manter isso este ano. Além dessa estratégia, o período pré-Páscoa 2021 já vem acontecendo com o aumento das vendas dos coelhinhos de chocolate e ovinhos cujo desembolso é menor. Portanto, esse consumo antecipado também será uma tendência.

Outra aceleração programada para este ano é a forte venda dos ovos infantis temáticos, voltados para os jogos digitais.

Por conta dessas novidades, os supermercados também vão precisar ficar atentos às exposições, já que este ano será preciso evitar o uso de parreiras para pendurar os ovos de Páscoa. No caso da Nestlé, Ferrero antecipa que as próprias caixas de exposição, com itens menores, já funcionarão com displays de vendas para serem colocadas nos checkouts ou pontos extras espalhados pela loja. “No caso dos ovos tradicionais não teremos como fugir. Com a ajuda do trade pretendemos focar nas vendas online para evitar o uso de parreiras e as aglomerações que elas costumam causar. Toda a nossa estrutura para este ano será voltada para isso”, conclui.

Acesse aqui a matéria na íntegra 

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