O que o setor supermercadista pode esperar das vendas?
Vendas/SP - A pesquisa divulgada pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) sobre o faturamento mensal real dos supermercados no estado de São Paulo (deflacionado pelo IPS/FIPE), no conceito de mesmas lojas – que considera as unidades em operação no tempo mínimo de 12 meses –, aponta uma queda de 0,2% este ano, quando comparado a 2020.

Apesar do bom crescimento nominal de quase 15%, a inflação que cresceu em alta velocidade tem prejudicado o repasse completo dos preços. Ou seja, ao serem deflacionados ocorre uma queda nas vendas. Apesar disso, a expectativa era de vendas piores até aqui, em função do fim do auxílio emergencial e das dúvidas que pairam no País sobre a economia tracionar no primeiro trimestre.
Tradicionalmente, janeiro não é um mês forte no faturamento devido ao grande número de gastos domésticos. Mas como parâmetro, o mês de janeiro de 2020 registrou queda no faturamento de 2,2% em relação a 2019. Então, se considerado o mês seguinte (fevereiro) que não teve carnaval e, sendo assim, os produtos âncoras de vendas do setor, como as bebidas alcoólicas e os churrascos, não foram vendidos como se esperava, a expectativa para os próximos meses é ocorrer “mais pressão” sob a queda nas vendas.
De acordo com a APAS, as vendas reais devem fechar 2021 com um aumento de 1,45%. “As dúvidas sobre o auxílio emergencial e os rumos da economia seguraram o ímpeto do consumidor, que segue cauteloso”, ressalta Ronaldo dos Santos, presidente da APAS.
Panorama

















