APAS declara: supermercados não podem fechar
Supermercados - Com o contínuo aumento dos números de casos de pessoas infectadas pelo coronavírus, dia após dia, alguns prefeitos dos municípios de São Paulo vêm tomando medidas que, no mínimo, precisam ser reavaliadas.

Uma delas são os lockdowns dos serviços essenciais, que em algumas regiões de São Paulo, como Juquitiba, São Lourenço da Serra, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, entre outras 11 cidades do entorno, já foram ou serão adotadas as medidas de fechamento dos supermercados, a partir desta quarta feira (17).
Por conta disso, a APAS (Associação Paulista de Supermercados) declarou em nota oficial o seu repúdio por tais restrições, que só penalizam ainda mais a população, tanto em termos de privação dos serviços essenciais quanto de aglomerações geradas por essas medidas. Confira a nota oficial na íntegra:
A Associação Paulista de Supermercados (APAS) manifesta publicamente sua preocupação com as medidas restritivas de lockdowns em serviços essenciais adotadas por alguns municípios do Estado de São Paulo. Em meio à maior crise sanitária da nossa época, é totalmente desarrazoado que prefeitos dificultem o abastecimento da população ou decidam quais itens são essenciais para as pessoas. Fechar os supermercados torna ainda mais complicado o delicado momento que a nossa sociedade atravessa e faz iminente o agravamento do delicado quadro de vulnerabilidade social que existe em nosso país, o que pode transformar o Brasil no palco de uma devastadora tragédia humanitária.
Também não se pode ignorar que uma parcela considerável da população tem dificuldades em realizar pedidos por delivery; e uma parcela ainda maior sequer possui recursos financeiros para estocar itens de primeira necessidade por um longo período. Além do mais, é temeroso imaginar que os supermercados conseguem atender toda a população de uma cidade, qualquer cidade, por delivery. Assim como os leitos hospitalares precisam ser aliviados porque já não suportam mais a demanda existente, a população não pode ficar desabastecia e ter suprimido ou dificultado o seu direito de acesso aos serviços essenciais prestados pelos supermercados.
A APAS recorda que em nenhum lugar do mundo o poder público dificultou o acesso da população a itens de primeira necessidade e que a Fase Emergencial do Plano São Paulo, do Governo do Estado de São Paulo, não limitou o funcionamento dos supermercados. Por fim, a entidade alerta que as recentes leis municipais ao qual a população tem sido submetida têm causado aglomerações e profunda consternação para a entidade, colaboradores de supermercados e consumidores.
















