China – No primeiro bimestre do ano as importações de lácteos subiram quase 28%
China – Depois de anos de paciente espera, finalmente os produtores de leite do mundo puderam voltar a ver este mês o preço do leite em pó acima de US$ 4.000/tonelada na plataforma Global Dairy Trade da neozelandesa Fonterra.

A explicação atrás do fenômeno estava na firme demanda da China. E agora as estatísticas oficiais das alfândegas do país asiático confirmam.

No primeiro bimestre de 2021 as importações chinesas de produtos lácteos (posições 0401 a 0406) totalizaram 715.562 toneladas, um volume 27,8% superior ao registrado no mesmo período de 2020. Em equivalente litros de leite é um aumento de 19,6%.
“Para se ter uma ideia do que representam as importações da China expressas em litros equivalente leite, no primeiro bimestre de 2021 se aproximou de 30% da produção total da Argentina em 2020, ou 175% da produção do Uruguai”, explicou o boletim da consultoria Economia Láctea.
“Estes dados, mais o que ocorreu com o milho, confirmam cada vez mais a ideia de que a China está na segunda onda, não do Covid, mas de consumo”, acrescentou.
No que se refere ao leite em pó integral, entre janeiro e fevereiro deste ano as compras chinesas totalizaram 242.290 toneladas, uma cifra 9% maior do que a registrada no primeiro bimestre de 2020. Quase 95% das vendas foram da Nova Zelândia com preços FOB médios de US$ 3.211 e US$ 3.405 a tonelada, em janeiro e fevereiro, respectivamente.
Mas o dado é que as compras de leites fluidos tiveram um incremento interanual de 62% ao registrar a colossal cifra de 156.066 toneladas no primeiro bimestre de 2021. “Neste caso a participação dos fornecedores está mudando: enquanto em 2020 a Alemanha abastecia 35%, Nova Zelândia 31% e o resto se dividia entre 25 outros países, em 2021, a Nova Zelândia caiu para 26,2%; enquanto que a Alemanha manteve os 35% e a Polônia alcançou 15% do mercado”, explicou a Economia Láctea.
No entanto, as importações de soro e derivados cresceram 50% em relação ao primeiro bimestre de 2020 para registrar um volume de 126.221 toneladas. Neste caso, o principal fornecedor foi os Estados Unidos com participação de 37,2% do mercado.
















