Uruguai – China reduziu tarifas de importação de produtos lácteos
Lácteos/China – A China reduziu as tarifas para a importação de vários produtos lácteos e o Uruguai se beneficiará com melhor acesso a esse mercado, que é o principal importador de lácteos do mundo.

“É uma boa notícia, significa redução da diferença que temos em relação à Nova Zelândia e Austrália, ainda que tenhamos as mesmas tarifas de outros concorrentes como Estados Unidos da América (EUA), Bielorrúsia ou a União Europeia (UE)”, explicou a El Observador Mercedes Baraibar, técnica da área de Informação e Estudos Econômicos do Instituto Nacional do Leite (Inale).
As novas tarifas
O soro em pó, que tinha uma tarifa de importação de 6%, agora passou para 2%, já queijo ralado, queijo processado e outros queijos saíram de 12% para 8%.
A Nova Zelândia tem tarifa de 0% para a importação destes produtos pela China. A Austrália tem tarifa de 0% para o soro de leite em pó e 3,6% para os demais lácteos. Estes dois países são os únicos, entre os principais exportadores de lácteos, que têm um acordo comercial com o mercado chinês.
A China aumentou de forma significativa suas importações de queijo nos últimos anos. Em 2020 importou 129.265 toneladas. A Nova Zelândia enviou 56%, a Austrália 14%, a Dinamarca 6%, e outros países 24%.
Baraibar comentou que se bem a diferença com a Austrália e a Nova Zelândia ainda seja grande, a redução das tarifas melhora o acesso a esse mercado.

O leite em pó integral, que é o principal produto lácteo vendido pelo Uruguai para a China, não sofrerá mudanças em sua tarifa, permanecendo em 10%, ressaltou a técnica do Inale. O Uruguai também comercializa queijo mussarela e soro em negócios pontuais.
Uruguai, bom negociador
Baraibar mencionou que atualmente o mercado internacional está com preços elevados para os produtos lácteos, em comparação com períodos considerados “normais”. O leite em pó integral negociado a US$ 4.000/tonelada não é sustentável no longo prazo, disse.
“São preços que estão carregados pela conjuntura atual e a demanda. No médio prazo deixarão de ser sustentáveis à medida que a China refizer seus estoques e não tenha a necessidade de matéria prima. A demanda não será tão forte e os preços deverão ser mais baixos do que agora”, acrescentou.
No mercado mundial de lácteos que é “bastante restrito” e onde existem grandes exportadores o Uruguai tem boa reputação como produtor, vendedor e negociador, destacou.
Atualmente o Uruguai está habilitado a exportar lácteos para mais de 60 mercados.
“O Uruguai ganhou um lugar reconhecido no mercado internacional como produtor de leite e pela seriedade na hora de fazer negócios e por isso é que pode ter acesso a mercados muito exigentes como Japão ou Estados Unidos”, acrescentou.
















