Economia da UE pode voltar a crescer no 2º trimestre
Zona do Euro - A zona do euro está prestes a iniciar sua recuperação econômica, dependendo da evolução da crise sanitária. Esse é o consenso de três institutos de pesquisa: IFO em Munique, KOF em Zurique e Istat em Roma, divulgado ontem.

A estimativa é de que no primeiro trimestre a produção nos 19 países que utilizam a moeda comum europeia deve encolher mais 0,4% em comparação com o trimestre anterior, quando já tinha contraído 0,7%. Já para o segundo trimestre a projeção é de crescimento econômico de 1,5% em relação ao primeiro trimestre, seguido por 2,2% no terceiro.
Para o Ifo, renomado instituto alemão de pesquisa econômica, a recuperação na zona do euro pode vir em breve, se a pandemia não causar novas surpresas.
Após um início de ano lento, o investimento e os gastos de consumo das famílias também devem começar a se recuperar a partir do segundo trimestre, enquanto a manufatura industrial já cresce em todos os setores.
Mas a previsão é muito incerta e depende de como a pandemia de covid-19 se desenvolve. O volume de vacinas aumentou, mas a campanha de imunização continua mais lenta do que o esperado na área do euro. As taxas de contaminação voltaram a subir e os governos fecharam a atividade de vários setores, mais uma vez.
Na França, o presidente Emmanuel Macron está sob forte pressão para impor restrições mais duras em todo o país, como fechar as escolas, para conter a terceira onda de infecções. Cientistas alertam que a epidemia está fora de controle na França, com o número de pacientes nas unidades de terapia intensiva superando a máxima da segunda onda.
Porém, os três institutos de pesquisa notam que ao mesmo tempo a atividade de manufatura continua e as economias da China e dos EUA estão fortes. O comércio internacional deve se expandir graças às duas maiores economias, a China e os EUA.
Também projetam inflação maior, de 1,1% no primeiro trimestre, numa alta de 0,3% em comparação com igual trimestre de 2020. No segundo trimestre, a inflação pode pular para 1,8% e no terceiro trimestre aumentar para até 2,1% comparado a igual período do ano passado. (Com agências internacionais)
















