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Globalização E Mercosul Selectus nº 6128

Alimentos caros dos EUA à Rússia

Inflação de alimentos – A consequência da elevação dos preços das commodities ao nível internacional, durante os últimos meses, a inflação, se converteu em uma preocupação para muitos países do mundo. Estados Unidos, Brasil, Índia, Turquia, Ucrânia e Rússia são exemplos de economias onde o avanço dos preços apresenta uma aceleração em relação à tendência anterior.

Fonte: Fonte: Página 12 – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: CC Search BY-SA 2.0
Alimentos caros dos EUA à Rússia

Não é por acaso, que são justamente os grandes exportadores de alimentos. Nessa linha também se inscreve a Argentina, mesmo com uma grande diferença no ponto de partida: enquanto a enorme maioria do mundo está com a inflação próxima de 5% ao ano, a Argentina supera 40%. 

Outros grandes exportadores de alimentos como Austrália e Indonésia têm melhores resultados em matéria de contenção de preços, enquanto que vizinhos menores como Chile, Uruguai, Colômbia e Paraguai, a inflação continua inalterada.

Nos Estados Unidos, as expectativas de inflação são as mais altas desde abril de 2013. Em nota publicada na semana passada no Financial Times, Andre Schulten, gerente financeiro da Procter & Gamble, previa que “o aumento nos custos das commodities enfrentado pela empresa é um dos mais altos de todos os tempos e a expectativa é de continuar em alta”. 

O mesmo artigo menciona que 76% dos membros da Associação Nacional da Indústria Manufatureira elege a elevação dos preços das matérias primas como o “principal desafio em 2021”, enquanto que Dara Mohsenian, analista de preços da Morgan Stanley descreve o entorno dos preços das commodities como “o pior cenário em 25 anos”. A inflação mensal na economia norte-americana ficou em 0,6% no mês de março, o maior valor para um mês em uma década. Assim, a expectativa de elevação anual de preços está perto de 2,41%.

Nessa linha se move o índice de preços dos alimentos elaborado pela Organização da Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que subiu em março pelo décimo mês consecutivo e registrou o valor mais elevado desde junho de 2014, decorrente do aumento dos preços de cereais, óleos vegetais, lácteos e carnes.

Aceleração

No Brasil, no mês passado a inflação anual ficou em 6,1%, o pico desde dezembro de 2016, e acima da meta do Banco Central que é de 5,15%. A elevação mensal foi a mais alta desde março de 2015. Na Índia, o incremento anual em março foi de 5,52%, o nível mais alto dos últimos quatro meses. Mesmo a alta de preços estando abaixo da meta oficial que é de 6%, em boa parte do ano passado esteve em torno de 8%, os maiores níveis desde 2013.

No México, a inflação anual em março chegou a 4,67%, a mais alta desde dezembro de 2018. Na Turquia, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em março alcançou 16,19%, o maior nível desde julho de 2019. Com exceção do pico de 2019, quando a inflação subiu para 25%, a elevação de preços nesse país está nos níveis máximos dos últimos dez anos.

Na Ucrânia, a inflação anual em março foi de 8,5%, a mais alta desde agosto de 2019. Na Rússia, o aumento anual de preços registrada foi de 5,8%, o número mais elevado desde novembro de 2016, e também acima da meta oficial de 4%. No Canadá a inflação anual em março foi de 2,2%, o dobro da de fevereiro e a maior inflação desde fevereiro do ano passado.

Evidentemente, o grau de preocupação gerado por uma aceleração inflacionária de 1 a 2% ou de 4 a 6% é diferente da situação argentina, cuja inflação interanual em setembro era de 36,6% e em março passou para 42,6%.

Deste modo, a economia nacional continua nos primeiros postos de inflação anual. Somente superada pela Venezuela (3012%), Sudão (331%), Zimbábue (194%), Líbano (158%), Suriname (63,8%), Irã (48,7%) e Sudão do Sul (46,8%). Logo depois aparecem Argentina, Angola (24,7%), Zâmbia (22,7%), Etiópia (20,6%), Haiti (18,7%), Nigéria (18,1%) e Turquia (16,2%).

Acesse aqui a matéria na íntegra

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