União Europeia e Índia retomarão negociações de acordo de livre comércio
Livre comércio - A União Europeia (EU) e a Índia devem discutir a retomada das negociações há muito suspensas sobre um acordo de livre comércio (FTA, na sigla em inglês) em uma cúpula virtual no sábado, disse o chefe de política externa do bloco europeu ao “Nikkei Asia”.

Josep Borrell, o alto representante da UE para assuntos externos e política de segurança, falou antes da cúpula em que os dois lados deverão anunciar uma "parceria de conectividade" para transporte, energia e infraestrutura digital. O bloco fechou um acordo semelhante com o Japão em 2019.
"A UE está totalmente empenhada em trabalhar para alcançar acordos comerciais e de investimento equilibrados, ambiciosos e mutuamente benéficos. Nós certamente discutiremos isso na cúpula”, disse Borrell.
Os dois lados começaram a negociar um acordo em 2007, mas as negociações foram interrompidas em 2013 em meio a um impasse sobre questões que incluem cortes de tarifas.
A UE já é o maior parceiro comercial da Índia, com um comércio bilateral de 65 bilhões de euros no ano passado. Um acordo melhoraria o acesso do bloco a um mercado de mais de 1,3 bilhão de pessoas. Borrell disse que "ainda existe um grande potencial inexplorado".
“A ampla nova estratégia do bloco para o Indo-Pacífico envia "um forte sinal político do compromisso renovado e significativamente atualizado da UE com a região”, disse Borrell.
Embora a UE já seja considerada o principal investidor do Indo-Pacífico e um de seus maiores parceiros comerciais, o bloco "quer contribuir para a estabilidade e prosperidade da região de uma forma mais abrangente e eficaz", disse Borrell a respeito do anúncio inicial, que será seguido por um documento de estratégia mais detalhado ainda este ano.
Bruxelas prevê mudar de uma abordagem voltada para a China, buscando fortalecer as relações com o Sudeste Asiático e a Índia. Tem como objetivo diversificar as cadeias de abastecimento europeias e tirar partido do crescimento econômico da Ásia, ao mesmo tempo que difunde valores como a democracia e os direitos humanos.
A estratégia abrange uma gama "de comércio e investimento ao combate às mudanças climáticas, bem como saúde e cooperação tecnológica", disse Borrell.
Também cobre a segurança. "Os Estados membros da UE reconheceram pela primeira vez a importância de uma presença naval significativa no Indo-Pacífico", disse ele na entrevista ao Nikkei, acrescentando que o bloco planeja organizar mais exercícios navais conjuntos e escalas em portos com países asiáticos.
















