Inédito: Chegou o primeiro navio com milho argentino no porto de Paranaguá
Milho – Chegou ao porto brasileiro de Paranaguá o navio Aurora SB com 35.279 toneladas de milho procedentes da Argentina. Nas próximas semanas estão programadas três cargas a mais do cereal.

No Brasil o milho está em falta e a nova colheita só será realizada em julho próximo, razão pela qual o país deve se abastecer com o cereal argentino, nação que está em plena colheita.
O presidente de Portos do Paraná, Luiz Fernando García, explicou que a importação deverá ser suspensa com a entrada da colheita de milho tardio, mas, circulam informações de que o milho ‘safrinha’ não terá a produtividade prevista inicialmente.
“Paralelamente, a demanda interna aumenta,e as indústrias acabam precisando importar milho. Deveríamos receber ainda mais milho importado se levarmos em consideração a menor oferta nacional prevista do milho tardio”, disse Garcia em artigo publicado pela empresa Portos do Paraná.
Tanto o consumo interno como a exportação brasileira de carne bovina, suína e de aves registram incrementos substanciais, o que pressiona a demanda de milho em um cenário de restrição interna.
Segundo o Diretor de Operações dos Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, esta não é a primeira vez que o Porto de Paranaguá recebe milho importado. “Sempre que é necessário para o consumo interno, as operações são realizadas e o Porto de Paranaguá pode receber o produto e descarregá-lo com a mesma eficiência com a qual operamos para exportação”, afirmou.
O cultivo do milho safrinha registra problemas tanto no Paraná como nos estados brasileiros de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. “Está em risco porque foi semeado tarde por causa do atraso na colheita da soja; o cultivo terá grandes perdas pela seca”, comentou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara.
“Com a desvalorização do real e o aumento dos preços no mercado mundial, o milho se transformou em um insumo caro para a produção de frango, suíno, pescado e leite, que estão trabalhando no limite, com grandes dificuldades”, comentou o secretário, para acrescentar que “devemos realizar grandes importações do produto para sustentar o nível de produção, especialmente de aves e suínos”.
O governo brasileiro reforçou o financiamento a taxas subsidiadas para promover maior oferta interna de milho.
As autoridades do Ministério da Agricultura do Brasil reforçaram linhas de financiamento destinadas à produção e disponibilização de milho no mercado interno. A partir do próximo 1º de julho os usuários de milho terão à disposição um crédito com juros subsidiados de até R$ 65 milhões por produtor, com carência de 180 dias, destinado a comprar milho ou sorgo.
Também se dispôs a aumentar o limite de financiamento especial para produtores de milho e sorgo, o qual, a partir do próximo 1º de julho, passará de 3 para 4 milhões de reais. Para os pequenos produtores de milho e sorgo, o limite subiu dos atuais 1,5 milhões para 1,75 milhões.
“As medidas são uma resposta à forte demanda mundial de alimentos e à desvalorização do real, que seguem dando impulso às exportações de cereais do país, o que reduz a disponibilidade local de produtos básicos e insumos para a alimentação animal”, destacou o diretor de Crédito e Informação da Secretaria de Política Agropecuária do Brasil, Wilson vaz de Araújo, em um comunicado.
















