UE – A CE insiste: os agricultores e pecuaristas precisam reduzir ainda mais as emissões do setor
GEE/UE – A Comissão Europeia (CE) acaba de publicar um estudo no qual indica que as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) na União Europeia (UE) procedentes do setor agrário caíram em mais de 20% desde 1990, mas a queda estagnou a partir de 2010. É preciso lembrar que mesmo as emissões sendo as mesmas, houve aumento da produção agrícola, mas a pegada climática por unidade produzida continua caindo.

Apesar da melhoria contínua, a CE insiste que não é suficiente e que os agricultores e pecuaristas têm que reduzir ainda mais as emissões do setor para atingir os ambiciosos objetivos climáticos da UE para 2030 (queda de 55% nas emissões até 2030 na UE).
No boletim, a CE também destaca o papel desempenhado pela Política Agrícola Comum (PAC) para ajudar a reduzir as emissões. As questões de destaque são:
- A PAC ajudou mais na redução das emissões na agricultura do que na pecuária.
- A pecuária desempenha um papel chave na gestão de pastagens que são (ou podem ser) capturadores de carbono.
- A PAC favoreceu a redução de emissões na agricultura mediante melhor gestão da terra, graças aos compromissos agroambientais, climáticos e as medidas para a agricultura orgânica, assim como com a bonificação verde e ajudas associadas que incentivam o cultivo de fixadores de nitrogênio, como a alfafa.
- Os Estados Membros não adaptaram, em todo seu potencial, as normas de condicionalidade.
- Pode ser evitado o gasto público em infraestruturas de riscos ineficientes em áreas com escassez de água ou a promoção de uma especialização excessiva dos recursos hídricos em áreas geográficas inteiras.
- Existem aspectos da PAC, como a bonificação por práticas verdes a pequenos agricultores, ou o apoio voluntário associado, que não são totalmente coerentes com os objetivos climáticos.
O boletim insiste que as emissões de GEE do setor agrário é como “um grande contaminante” e não o compara com as emissões de outros setores como o transporte ou a indústria pesada. Além disso, é preciso comparar os esforços feitos pelos agricultores e pecuaristas da UE com os de países terceiros ao longo deste ano. A CE parece esquecer o mercado global em que as produções são comercializadas.
















