Curso de Derivados do Leite gera boas perspectivas
Curso - Direto do sítio dos pais, em Bom Jesus do Amparo, Mariluce Mota tem investido tempo e conhecimento na produção de requeijão como aposta para complementar a renda da família e agregar valor ao leite. A história começou há cerca de três anos, quando a família enfrentava desafios com a desvalorização no preço do leite.

Seu primeiro contato com o produto foi no curso de Pasteurização do Leite e Fabricação de Laticínios e Afins do Sistema FAEMG/SENAR/INAES, por meio do Sindicato dos Produtores Rurais de Bom Jesus do Amparo, em parceria com Emater e Prefeitura.
“Cresci no sítio, onde a principal atividade era a produção de leite, apesar de conversarmos sobre a possibilidade de integrar um derivado do leite. Houve um tempo em que custamos para pagar a ração das vacas. Foi quando meu marido se interessou pelo curso. Eu me inscrevi porque achamos que era uma chance de mudar a situação, mas, ainda assim, não víamos como um projeto imediato”, lembrou a produtora.
Foi na pandemia que a família decidiu que o que era feito para consumo próprio poderia ser a saída para a atual crise. A dedicação na produção, duas vezes por semana, rende uma média de 25 requeijões, sendo necessários cerca de 200 litros de leite. “No final de 2020, meu pai deixou de ser cooperado e estava ficando inviável enviar o leite. Comecei a divulgar entre amigos e eles mesmos traziam novos clientes. Tudo que aprendi veio do SENAR, do processo de higienização à entrega”.
Esse período, segundo Mariluce, foi importante para perceberem o quanto as pessoas aprovam o sabor e a textura. “Recebemos muitos elogios, e a maior parte das vendas já vem com pedido de encomenda antes mesmo da produção”, contou. Agora, ela sonha em ver a família toda envolvida na atividade e incluir o doce de leite, já com estrutura própria e emprego de boas práticas agropecuárias e de fabricação.
















